No passado dia 12 de Janeiro em Zurique, Cristiano Ronaldo foi eleito o melhor jogador do mundo, conquistando a Bola de Ouro pela 3ª vez na sua carreira. Apesar das inúmeras campanhas orquestradas, para que o Madeirense não saísse vencedor, a verdade é que foi feita justiça, num ano em que Ronaldo, pura e simplesmente não deu hipótese a ninguém de poder discutir esta conquista. No segundo e terceiro lugar, ficaram Messi e Neuer respetivamente. Para a categoria de melhor treinador, a escolha foi Joachim Low, pela conquista da Alemanha, no campeonato do mundo de futebol, disputado no Brasil. Mantenho o mesmo critério, e na minha opinião, o vencedor seria Diego Simeone, pelo fantástico trabalho efetuado no Atlético de Madrid, conquistando a Liga espanhola, e perdendo a final da Champions no último minuto de jogo. Não compreendo como é que se premeia um trabalho de um mês em detrimento de outro ao longo de uma época. Quiseram justificar a escolha de Neuer da mesma forma. Ridículo. A justiça foi feita e Ronaldo venceu, e fê-lo com uma margem que não deixou dúvidas, com mais votos que a soma dos seus concorrentes. A grande maioria festejou, ao contrário de alguns senhores, que num momento de festa, de alegria, pareciam que estavam num funeral. Henry demonstrou o seu descontentamento ao enunciar o nome de Cristiano como vencedor, surgiram os sorrisos forçados de Blatter e Platini. Messi, que antes dissera, e consciente da sua performance em relação à de Ronaldo, não ter grandes esperanças em conquistar o galardão, mostrou-se incomodado, afinal, parece que não era só Cristiano que desejava ardentemente vencer! Pois é, meus amigos, as pessoas acabam sempre por revelar-se. No entanto, o melhor estava para vir, Ronaldo subiu ao palco e agradeceu a todos os que o ajudaram nesta conquista, finalizando o seu discurso de uma forma fantástica, com um grande grito, de alegria, de satisfação, de homenagem aos seus companheiros que diariamente testemunham o quanto ele trabalha, para aquele momento, mas no fundo, um grito de revolta, contra todos aqueles, que com cargos de responsabilidade no futebol, lutam de uma forma silenciosa, contra alguém que diverte, que apaixona, que ambiciona sempre mais e melhor. Mas a promessa foi feita, para o ano ele estará lá novamente, vão continuar a levar com ele, e essa minoria ignorante e xenófoba, voltará a engolir em seco. Para esses senhores apraz-me dizer: “Je suis Cristiano Ronaldo”.
Bruno Abreu Técnico superior