A Madeira não será governada de forma diferente dos últimos 37 anos, se os eleitores voltarem a dar uma MAIORIA ABSOLUTA ao mesmo partido! O novo líder do PSD Madeira, sucessor de AJJ, tem demonstrado, publicamente, que herdou muitos dos tiques do jardinismo que foram, aliás, os responsáveis pela profunda crise a que chegou a nossa Região! Como se, de um vendedor de ilusões se tratasse, Miguel Albuquerque, imbuído de uma euforia que se vai esvaziando dia após dia, anunciou que quer vencer as eleições regionais com maioria absoluta, para poder formar um governo estável! Ora aí está um dos tiques deste novo-velho PSD Madeira, herdado de Alberto João Jardim, pois uma maioria estável, na Madeira, não é mais do que uma maioria similar àquela que nos governou ao longo de 37 anos, que usou e abusou da prepotência, que deixou uma colossal dívida de quase 7.000 milhões de euros, serviu os interesses dos lobbies que sempre foram fiéis ao regime, implementou o compadrio e o amiguismo, dando asas à corrupção, deixou mais de 22.000 pessoas desempregadas, tendo transmitido um legado negro, nomeadamente, nos sectores sociais, dos quais a saúde é o pior dos exemplos, com 17.000 pessoas nas listas de espera! Após a grande ilusão do congresso social democrata, as pessoas começam a vislumbrar os verdadeiros contornos deste PSD albuquerquista! As caras das primeiras linhas são praticamente as mesmas do passado de 37 anos! Os interesses instalados dos grupos económicos do jardinismo são os que verdadeiramente manipulam o novo líder. Muitos dos militantes do PSD que se iludiram nos últimos meses e apoiaram Miguel Albuquerque, saíram daquele congresso vergados pelas evidências, isto é, a bóia do poder foi lançada, sobretudo aos seguidores de outras candidaturas, às mesmas caras do passado, enquanto eles, que incarnavam a renovação, foram ultrapassados, ostracizados, remetidos para fora da embarcação da ânsia do poder! Efectivamente, Albuquerque começou a perder votos no próprio dia do próprio congresso onde foi entronizado, pois aí desvaneceram-se as ilusões de muitos dos militantes ao constatarem que o partido repetia o mesmo guião do jardinismo: interesses, poder, tachismo, etc., tudo isto só alcançável com uma maioria absoluta de um só partido!

Lopes da Fonseca Líder parlamentar do PP-M