“Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és” é um provérbio que revela quase tudo sobre o político Miguel Albuquerque. Durante muito tempo era comum ouvir que o pior não era Alberto João Jardim mas sim aqueles que o rodeavam. Ora, depois do congresso do PSD-M neste último fim-de-semana, o único que saiu da direção do PSD-M foi Alberto João Jardim (e mesmo assim continua como presidente honorário), todos os outros continuam lá. O mesmo Albuquerque que tanto mal disse deles para ganhar as eleições internas chamou-os logo para integrar os órgãos e as estruturas do partido. A apregoada renovação do PSD-M afinal acolheu os tais que sempre andaram à volta do chefe. Miguel Albuquerque, Alberto João Jardim, Jaime Ramos, Cunha e Silva, Manuel António, Sérgio Marques e Miguel de Sousa deram novamente as mãos para deixar tudo na mesma, até Passos Coelho veio de Lisboa para entrar na roda. É inegável que os figurões do PSD-M estão unidos. Estão unidos com a ideia de continuar a viver à custa dos madeirenses, misturando negócios com política, chamando a si mordomias, favorecendo os amigos e desbaratando o orçamento regional que tanto custa às famílias e às empresas.
Como se não bastasse o rasto de destruição que deixou, onde consta, entre muitos outros, uma dívida de 100 milhões de euros na Câmara do Funchal e a reiterada violação do Plano Diretor Municipal, Miguel Albuquerque apresenta-se como o representante na Madeira das políticas de Passos Coelho, seu amigo desde os tempos da JSD. Ou seja, além de não ter enxotado as sanguessugas que há tantos anos atormentam a vida dos madeirenses, ameaça a Madeira com a praga que tem vindo a assolar o país: Passos Coelho e a sua obra de destruição da economia e de empobrecimento das famílias.
Hélder Spínola