O presidente da Associação de Futebol da Madeira anunciou recentemente que vai realizar alterações no calendário do futebol jovem ao nível da competição.

Acabam-se as séries e passa-se a desenvolver uma competição com dois campeonatos, a divisão de honra e a I divisão, como actualmente acontece com os juvenis e juniores. Nada mais de acordo. Aliás, há muito que se devia ter feito, já que as séries que actualmente se disputa é uma verdadeira aberração à competição e ao próprio desenvolvimento destes jovens de sub 14, principalmente os campeonatos acontecidos antes da época 2014/15.

Mas tirando o campeonato da I divisão de juniores, onde se joga todos contra todos e se premia verdadeiramente o empenho, dedicação e evolução prática do jogo, os actuais campeonatos da divisão de honra em juniores e as duas divisões (honra e I divisão) de juvenis são outra coisa defeituosa, tendo em conta o desenvolvimento técnico/tactico dos atletas jovens e a sua própria aprendizagem prática sobre o jogo.

Não consigo compreender como é que se faz uma competição para jovens com duas séries de seis equipas e depois uma nova fase de outras duas séries para o apuramento do campeão e das descidas de divisão. É inacreditável como as mesmas equipas se defrontem por quatro vezes num curto espaço, num campeonato que chega às 20 jornadas. Ou seja, uma equipa que joga para o apuramento do campeão, por exemplo, vai jogar um terço do campeonato oficial com o mesmo adversário. Isto acontece nos juniores e nos juvenis!!!

Mais duas jornadas (22), jogava-se um campeonato de todos contra todos onde a evolução e a aprendizagem sobre as funções e tarefas dos jovens serão, naturalmente, evolutivas. Pelo menos terá uma maior variedade na prática das várias fases do jogo, pois a sua preparação para “combater” o jogo adversário será, naturalmente, diversificado a todos os níveis.

O conjunto de vantagem desportivas e socias na formação deve ser orientada por regras bem definidas e rigorosas aos níveis da competição, principalmente do jogo, pois só assim teremos uma base de um modelo para formar jogadores multifuncionais e com uma cultura táctica de escalão para escalão.

Paulo Graça