Tem vindo o cenário político da Região nos últimos meses, a ser dominado pela luta pelo poder dentro do PSD, para escolher um novo Presidente que sucedesse a um desgastado e desacreditado AJJ, por culpa própria, e se posicionasse como candidato a um novo GR , saído de eleições antecipadas.
Nesta luta, estarão também outros candidatos de partidos da Oposição embalados pela vitória nas eleições autárquicas, que revelaram existir um descontentamento dos eleitores, para com o actual estado de coisas, no que toca ao Governo da Região, incapaz de desenvolver novo ânimo e capacidade para enfrentar os novos desafios da Sociedade Madeirense, com uma economia sem rasgo e um mal-estar social, em crescendo.
Mas, saberão todos, o que significa governar um colectivo de interesses comuns, mas muitas vezes contraditórios, exigindo um poder regulador em defesa das populações, em particular, as mais desfavorecidas ou com poder reivindicativo mais precário?
Saberão, todos, que a economia está assente no Turismo e que além de reclamar uma nova visão estratégica deste, que o faça tornar-se sustentável e de maior valor, diversifique as opções de crescimento de riqueza regional que faça aumentar a capacidade de criar emprego e fazer pagar os compromissos financeiros assumidos pelo actual GR, alguns, escondidos da população madeirense, e das autoridades do país? E que para essa produção regional ser rentável, terá de substituir importações ou ser competitiva nos mercados externos à região?
E, que, para atingir tal objectivo, saberão todos, que é preciso ter capacidade de liderança da equipa governativa seleccionada, competência técnica, para coordena-la e ser capaz de apontar-lhe os caminhos a seguir, para além de ter de mobilizar as populações atingidas, pelas políticas adoptadas, na sequência? E saberão todos que, para mobilizar a população da Madeira e Porto Santo, é preciso que ela acredite nos protagonista envolvidos, no quadro dos méritos referidos atrás?
Porque, muitas vezes, no entendimento dos eleitores, é a imagem que passa do candidato que interessa, e não necessariamente, as suas competências técnicas, pelo que há que ter em conta esse aspecto.
Por isso, a cada momento de uma eleição, há que avaliar o candidato melhor posicionado em cada partido para ganhar a confiança de um maior número de eleitores, e a não ser possível, unir esforços, para encontrar uma solução que combata a aparente vantagem do adversário, e se torne potencialmente ganhadora.
Mas, saberão todos, os interessados, avaliar essa percepção do eleitorado perante a sua candidatura individual? Não foi isso que moveu António Costa a agir no PS a nível nacional? È a pergunta que deixo.
Nuno Jardim Fernandes