O Nacional continua o péssimo começo na Liga Portuguesa, fundamentalmente pelo facto de não termos conseguido substituir o defesa central Mexer. De qualquer modo, ainda é cedo, as mudanças demoram a dar resultados e vamos a tempo de fazer uma boa época (chegar à competição europeia é que vai ficando difícil).
Desta vez, vou utilizar este espaço para outro efeito; mais engraçado e condizente com os tempos que seguem.
Uma reflexão ligeira numa altura em que existe grande actividade partidária:
Neste momento, todos os partidos políticos são de esquerda (até o partido nazi – ou nacional-socialista – cá está a palavra que o identifica com a doutrina socialista ou de esquerda).
A “direita”, segundo a percepção política que teve origem na Revolução Francesa, pura e simplesmente não funciona de modo partidário.
Essa “direita” (a verdadeira) tem por base o catolicismo e acredita em funcionamento comunitário, tendo por base a família e a comunidade. (este assunto foi aflorado em programa televisivo no porto canal por um comentador que não recordo o nome – por esse facto, as minhas desculpas)
Todavia (e era sobre isto que queria escrever), o indisfarçável distanciamento entre partidos e eleitores é suficiente para chamar a atenção de todos os agentes partidários para a necessidade de mudança no funcionamento da democracia partidária, nomeadamente sobre aquele aspecto que mais interessa ao cidadão: a procura de soluções e a escolha dos governantes.
Penso que aquilo que releva é ter a pessoa mais apta a encontrar soluções para os problemas cada vez maiores (e aquilo que é despiciendo é o funcionamento do aparelho partidário).
Não podem os agentes partidários estar enclausurados dentro de um aparelho partidário e contabilizar votos como se isso fosse uma coisa impessoal. O cidadão comum ficará cada vez mais longe da democracia partidária porque as eleições aparentam ser meros produtos de funcionamento dos diversos aparelhos partidários.
Esse distanciamento do cidadão pode levar a que o sistema comunitário (da verdadeira “direita”) regresse ao poder (e tudo funcionará sem partidos ou em “ditadura”).
É este o meu pequeno contributo. Não é solução, não é “evangelização” nem é “estratégia de café”: há sempre aquele indivíduo que está sentado na mesa do café quando estamos a ler o nosso jornal em sossego e debita – em voz alta - sentenças simples para assuntos complicados; normalmente acaba a sentença com a expressão “são todos uns bandidos”.
Ora isto não é sentença, é pequena reflexão sobre o funcionamento da democracia partidária que corre o risco de desaparecer.
Saudações desportivas
Pedro Mota