A. G. Mendonça Vivemos na República Portuguesa, mas face à vivência do nosso dia a dia e ao atropelo constante do normal funcionamento das instituições bem podemos considerar que isto não passa de uma república de bananas, portanto não vivemos num Estado de Direito. Só numa república de bananas é que é possível ver um vice- presidente da Assembleia da República andar frequentemente nos tribunais na qualidade de jurista. Vem isto a propósito do facto de vermos com frequência o deputado Guilherme Silva na barra dos tribunais da região na qualidade de defensor de arguidos, normalmente ligados ao partido laranja. Este situação leva-nos a pensar que a presença do Sr. deputado na AR, não é necessária. O referido deputado não gosta que órgãos de informação façam referência à sua presença nos tribunais da região, mas isso são ossos dos seus ofícios. A verdade é que acaba por beneficiar com a situação uma vez que os cidadãos ficam a saber que apesar de ser deputado em Lisboa pode estar sempre cá na ilha para quem precisar dos seus serviços. Para o Sr. deputado uma informação livre e independente é considerada rasca. É rasca porque não lhe interessa e sobretudo não lhe convém. Rasca é um indivíduo que as pessoas julgam ser livre, mas que afinal não passa de um homem de mão e pau mandado de um cacique qualquer. Sobre o seu apoio à eventual candidatura a Belém do líder do PSD/M, é preciso ter em conta que mesmo numa república de bananas não é qualquer um que pode ser presidente. Não deve ser PR, quem durante décadas, impunemente fez gestão danosa de dinheiros públicos. Não deverá ser PR, quem tem como principal arma política, o insulto e enxovalho dos adversários. Não será PR, quem chama traidores, patetas e cães raivosos àqueles que pensam de maneira diferente. Se a criatura acaso viesse a ser eleita Presidente da República, era sinal evidente que o País tinha entrado numa diarreia mental colectiva.