Helena Freitas Temos assistido a barulhos festivaleiros que podem ser audíveis a qualquer hora do dia e da noite. Parece-me uma terra entregue a si própria predestinada a não deixar ninguém descansar. Onde estão as autoridades que ponham cobro a este disparate? Nestes meses de Verão, os realizadores de festas religiosas, desportivas ou de entretenimento sentem-se completamente libertos para pôr música com os decibéis que lhes apetecerem. Por diversas vezes deparei-me com pseudo professores de educação física que, de megafone em punho, debitam a aula a grandes distâncias; nas diversas “cidades” desta ilha, seja por que motivo for, os palcos, os cantores, os decibéis emitidos de baixa qualidade, transformaram a Madeira numa terra pindérica, onde não há sossego nem para os naturais da ilha nem para quem nos visita. Será que não há queixas na polícia e/ou turismo? Será que descobriram que o destino Madeira tem como mercado preferencial jovens que começam o divertimento depois da meia noite, ou música folclórica nas praças ao ar livre? Julgo que os cidadãos desta terra podem e devem actuar com civilidade e exigir o cumprimento da lei a quem de direito.