Desta vez esta crónica será escrita na paz e sossego do “nosso” Porto Santo e no intervalo de uma ida à água mais agradável que alguma vez conheci. Por este e mais alguns motivos, quero falar da necessidade que todos nós temos em gozar um período de férias. As férias são excelentes aperitivos para o início de qualquer época, onde todos, os intervenientes no espetáculo, podem recuperar física e psicologicamente dos confrontos que diariamente lhes são propostos. As “mazelas” do desgaste de uma temporada atinge todos os setores do Desporto e é imperioso recuperá-las. Esta terapia, permite um recarregar de energias para enfrentar mais um ano de treinos e de competições, novos desafios e adversários e continuar a respeitar e aceitar as “regras do jogo”, com mais e melhor concentração. Como é do conhecimento geral, o stress das competições, como em qualquer outra área, leva a que as decisões, por muito que sejam planeadas, não corram como o desejado e, muitas vezes, é neste período que temos o tempo suficiente para refletir e preparar as alterações a adotar e que estratégias a retificar. Desde o mais comum atleta, o jovem praticante e iniciante numa modalidade, até ao mais consagrado e premiado, passando pelos treinadores e diretores, precisamos de um intervalo para repousar a mente e sair da rotina. Uns começam mais cedo do que outros, pelo que é importante dar qualidade ao tempo de repouso. Nas minhas caminhadas e nas minhas braçadas, cruzo-me com muitos “desportistas” conhecidos e a análise ao tema é feita de forma mais branda, longe dos “calores” do ofício e não há adversidades nem adversários, existe sim, mais vontade e à-vontade em fazer as referidas “leituras”. Existe também, a possibilidade de reencontrar alguns “ausentes” que se aventuram noutras paragens e colocar a “fala em dia”; permite estabelecer outros contatos que podem ser benéficos para o “sistema” e trocar ideias e dar sugestões. Dá para tudo um pouco… Até está consagrado na lei o direito e a obrigatoriedade de usufruir das férias, então que se faça cumprir a lei! Eis-me de volta para o areal e “queimar” os últimos “cartuchos”, pois será uma época extensa e trabalhosa, com a certeza que as baterias estão recarregadas e prontas a colocar a máquina em funcionamento.
Marcelo Gouveia Presidente do CD S. Roque