A.G. Mendonça Mais um verão e felizmente Sol e boas temperaturas. De resto mais do mesmo, que é o que nos habituou o magnata da imprensa regional que vai de férias mas que adora que falem dele. No dia em que o pasquim de propaganda laranja deixar de publicar o que ele diz e o que pensa, sempre acompanhado de muitas fotos, o homem vai ter dificuldade em respirar normalmente. Mas não estamos a falar de um magnata qualquer. Este usa e abusa do dinheiros públicos para lhe pagar uma publicação diária que custa vários milhões de euros por ano e que não passa de um panfleto partidário. Quanto à dose elevada de fotografias, ele ainda não percebeu que elas têm o efeito de um repelente. Agora temos uma modalidade nova de propaganda, que são inaugurações para mostrar a obra feita. Não fizeram favor nenhum e os milhares de milhões de euros que vieram para a ilha foi para isso mesmo, para obras. Outros, se competentes teriam feito mais e melhor. Escusado será dizer que obras fazem-se e bastantes por todo o mundo e na maioria dos casos é sem apoio de outros países. Se tivesse havido mudança cultural na ilha com o agora apregoado, há muito tempo que o chefe da Quinta Vigia tinha saído de cena, por força do voto dos cidadãos. A maior mudança cultural na região pelo que me apercebi, foi a cultura da tasca que evoluiu bastante e podemos de nos gabar de ter o maior número de tascas por metro quadrado. Nesta terra quem mais ordena é a propaganda laranja, que tem custos elevados. Se num só Concelho da região pediram ajuda para comer perto de 4000 pessoas, calcula-se que na ilha existam dezenas de milhares de cidadãos que pedem ajuda para poderem comer. Mas como está mais que visto o importante é a propaganda. Ainda há o “delírio” do deve e haver, que custou uma fortuna e cuja finalidade é dar protagonismo a quem não o tem e que sobretudo demonstra que o grande chefe não tem nada para fazer. O que deve haver é alguém nesta terra que comece a governar a região.