João Teixeira Esperava que as Entidades Políticas e Administrativas da nossa RAM esclarecessem o caso das dívidas concretas de um empresário madeirense à Segurança Social. O Secretário da tutela não desmentiu, refugiou-se no segredo de negociação, quando o acesso as esses casos de dívida devem ser públicos. Depois, o DN citando o “vice” do Governo atira as culpas para a Justiça lenta. Claro que a Justiça é lenta, mas se as razões de tamanha dívida tivessem sido essas, seria fácil apresentar os documentos justificativos da comunicação desses factos às entidades judiciais. Para já fica a dúvida que existam esses documentos, num caso, ou casos, com cerca de 14 anos. O DIÁRIO noticiou que há dividas à S.S. num total na casa dos 100 milhões. Os cidadãos esperam necessariamente explicações. Por estes e outros factos do mesmo tipo é que os cidadãos andam verdadeiramente revoltados, não é por casos de “baixa política”, ou pela criação de inimigos mais ou menos inventados. Caso tudo esta defesa dos Governantes não passem de palavras, há que inquirir das suas responsabilidades porque estão em causa os descontos que o empresário deveria ter feito; os descontos que os funcionários pagaram e o empresário reteve e o consequente prejuízo para a Segurança Social, portanto para os trabalhadores no activo e para os reformados , bem como a distorção da concorrência. Explico esta questão da distorção da concorrência porque acho que nunca foi referida. No caso, por exemplo, da Indústria Hoteleira, os descontos para a S.S. (empresa e funcionários) representa cerca de 10% dos custos. Se qualquer empresário não pagar essas quantias devidas à S.S. poderá fazer preços mais baixos do que os seus concorrentes que seguem à risca a Legislação em vigor para o efeito. Moral da História. Está muito por contar e poucos acreditarão que a seja totalmente contada. Aparecerá, a certa altura, um ou mais bodes expiatórios... Citando um artigo sobre a crise na Argentina, o Expresso referiu que um falecido historiador Argentino (Ingácio Garcia Hamilton) terá dito uma frase que ficou célebre sobre os políticos do seu país - “Na Argentina, o melhor amigo do homem não é o cão; é o bode, de preferência se for expiatório”. Não é porque a única vez que fui mordido por um cão tenha sido nesse País mas concordo com o referido historiador, até porque acho que se adapta certamente à nossa vivência política.