
As sociedades de desenvolvimento foram uma das principais razões da desgraçada situação em que esta terra se encontra. E nem vale a pena virem com a conversa da 'obra feita' porque cheira mal. Foram um modelo pensado para fugir ao controlo do Tribunal de Contas, sacar milhões da Europa, é verdade, mas acabaram por construir dezenas de coisas inúteis entre algumas necessárias. No fim... o balanço não é simpático. Só para quem construiu parece ter sido agradável. Muito agradável. Para esses que ganharam milhões valeu a pena, tal como para todos os que cortaram as fitas de um sem número de centros cívicos onde cabe o dobro da população das freguesias, marinas, parques de tudo e mais alguma coisa e promenades até dizer chega. Deu votos, lá isso deu. Hoje, com uma dívida catastrófica e impossível de pagar, era de bom tom, para cumprir os mínimos de decência, que quem é responsável por estas 'coisas' tivesse algum pudor e reserva. Ficarem calados era o melhor. Falar de dívidas é coisa que deveria ser proibido a todas as sociedades de desenvolvimento e afins. Esta última, de pedir - sim, pedir, porque as sociedades não mandam! - para reter verbas de duas dâmaras que tomaram a decisão, mais do que acertada, de denunciar contratos ruinosos, deveria ser motivo de despedimento imediato. As sociedades não têm 'a haver', são um grande buraco de 'deve' que daqui a 500 anos alguns malucos vão tentar contabilizar.