Sérgio Potier As universidades, ou melhor, os interesses universitários, repetem constantemente que, os estudantes não devem ficar por uma licenciatura, porque quanto mais conhecimentos os alunos adquirirem mais possibilidade têm de entrar no mercado de trabalho. Todavia, esquecem-se que o conhecimento adquire-se pela escolaridade suficiente adjacente ao autodididactismo. Ou seja, depois da finalização de um curso superior quem não se dedicar à leitura e formação extra-curricular, não é uma universidade que lhe vai dar conhecimentos mais vastos. Portanto, não se refugie por detrás da desculpa de uma escolaridade insuficiente. Aliás, há quem diga, e eu de certa maneira estou de acordo, que muitos cursos superiores, (ncluindo licenciaturas , mestrados e doutoramentos) são superiores, mas os três graus muitas vezes não o são.

Por outro lado, a pior coisa que pode acontecer numa sociedade é a massificação, e sobretudo a aplicação da robótica que contribuem para a a diminuição do emprego.

No Japão, por exemplo, com a baixa natalidade existente, a robótica é uma constante. Há quem afirme que a máquina não destrói empregos porque cria empregos indirectos. Não vou explanar sobre esse assunto neste artigo porque seria demasiado fastidioso para os leitores, e nem sequer há espaço para isso. Mas cada um tem a opinião que tem, e eu respeito-a. Mas eu tenho a minha, e dou a mão à palmatória quando for necessário reconhecendo que estou errado.

Para terminar apenas quero dizer o seguinte: eu não pertenço a grupos, aprecio alguns, outros detesto-os, mas respeito-os. Respeitar e detestar, é não vazar o entulho ou indiferença para a porta do vizinho por acção ou omissão. E é por isso que por uma questão de educação não o faço, porque apesar de morar em mim um certo lado anarquista, sempre respeitei a opinião dos outros. Agora uma coisa é certa e que fique claro: sei e sempre soube qual foi o lado da minha trincheira ou barricada.