Gaudêncio Figueira Uma explicação prévia. Moruroa é a designação francesa para HI-TATAU-MAI, em língua dos Povos da Polinésia Francesa. Com, ou sem, TATAU este atol ficou célebre pelas experiências bélicas que lá ocorreram, pelos anos 60/70.
TATAU, termo aborígene e giro, colocou em alerta o meu neurónio detector do ridículo. Lembrei-me, imediatamente, daquele Chefe Magrebino que pregou um valente TATAU ao seu Bom e Amado POVO SUPERIOR despromovendo-o, num ápice, a “cachorro” que nem ladrar sabe, ou “patas-rapadas”.
O Chefe em causa, homem pródigo em promessas, garantiu que no vasto território do seu Império, criaria a Singapura do Atlântico. Afirmação que, também, não escapou ao neurónio. Detectei-o eu, e o então, “tonto” do Ministro das Finanças de uma potência estrangeira - Miguel Beleza. Os TATAUS palavrosos foram muitos e até os insonsos e ajavardados bonecos do JM - ai as saudades que deixam os didáticos e bem-educados FAZ TUDO e FAZ NADA no DN da minha juventude - vieram à liça.
Singapura foi esquecida e o “Império” aproximou-se, perigosamente, do Haiti de Papa Doc. As coisas correram no seu RAM-RAM habitual, sem preocupações com contas que - garantia S. Exª. - eram coisa de contabilistas sem dimensão intelectual. Dizia aos quatro ventos: confiem e deixem o dinheiro comigo. Assim foi, até ao dia em que, de calças na mão, assinou a insolvência de todos.
A vós, Portosantenses, resta-vos dois caminhos: ou acreditam piamente na “INVENTONA” de que Lisboa queria evacuar a ilha, transformando Porto Santo em Muroroa; ou não acreditam, e, entregam a quem lá se deslocar, em vilegiatura no mês de Agosto, um grande sombrero para que o sol não lhe aqueça a moleirinha. Encabeço - apesar de expropriado do direito ao trabalho - um peditório para a compra do chapéu.
Aos súbditos do Império que escaparam ao “crime de terem de sair do Torrão Natal” fica, àqueles que para aí estejam virados, a gratidão por, não tendo sido atingida a Singapura do Atlântico, ter sido evitada a criação do Moruroa do Atlântico.