A toponímica é um tema que me desperta sempre interesse, a curiosidade de saber o porquê dos nomes das localidades, dos sítios ou aldeias, por vezes até de pequenos recantos de uma qualquer dessas localidades. Por acaso, um dia destes, numa conversa de café que começou com o tema dos arraiais, falou-se do dia das sete senhoras, que se realiza amanhã, entre outros, e do Loreto. E, de repente, questionou-se o porquê deste nome. Como nenhum dos elementos do grupo soube explicar, e como o Loreto fica nas costas de baixo (como é conhecida a costa Oeste aqui no Norte) e porque nessa zona existem muitos sítios que têm associado ao nome a palavra “lombo” ou “lombada” alguém quis também saber qual a diferença um e outro. - Isso é fácil, não sabes? - respondeu alguém já na brincadeira - é que nesse lado havia muita gente de costas largas, aquilo é o Lombo do Doutor, o Lombo da Atouguia, a lombada do Esmeraldo, enfim… - Ah! - interrompe o Agostinho - mas nas Lombadas aqui no Norte a gente fica a ganhar. Só a Ponta Delgada ocupa o pódio. Temos a 1ª Lombada que fica no cabo da freguesia, a 2ª e 3ª que vão do mar à serra e ainda vai buscar um pedaço da Lombada das Vacas. - E também ganhamos em lombas, que ainda não estão baptizadas - comenta um outro que ia a sair dali. - Os novos presidentes da Ribeira Brava e S. Vicente já reuniram para ver quais os nomes, mas como são muitas ainda não chegaram a uma conclusão. - Ah seu peste, já ‘tás no gozo! Estás a falar do furado da encumeada! Claro também tem lombas, e muitas, mas quanto a mim, em vez de andarem a perder tempo a discutir quais são as que pertencem ao concelho da Ribeira Brava ou de São Vicente, e a gastar dinheiro em festas de baptizados, acabava era com elas todas de uma vez e ficava o problema resolvido.
Joel Freitas Presidente da ACIN