Eduardo Freitas “O melhor líder do PS para o meu partido é o Seguro”, esta podia ser uma piada, mas, nas sondagens que vejo por aí, nunca ganha o melhor candidato para o PSD - e para a Região! - ganha sempre o melhor candidato para a oposição. O melhor é verificar quando as amostragens podem não ser representativas do universo eleitoral e, nessa circunstância, a matemática de pouco ou nada serve.
Eu sou social-democrata impenitente, mas, tendo em conta aquelas atabalhoadas primárias do PS, permita-se-me o custoso exercício hipotético de fazer de eleitor inscrito para votar nas primárias do PS, obviando o facto de ser militante do PSD. Para bem do meu partido, claro, votaria no Seguro, pois é o mais seguro para o meu partido. O leitor entendeu?
Há sondagens e sondagens, esta é de uma empresa conotada com os tons da rosa, os vencedores serão sempre os mesmos, os que servem ao partido da mão fechada e não da mão aberta e franca dos dedos em forma de V, o V de Vitória do PSD, e o mais engraçado de tudo é ser uma sondagem que é feita a quem não vota nas diretas internas e, por isso, não é representativo do universo interno de votantes para a liderança do PSD/M. E mesmo nesse aspeto, a realidade, a autêntica realidade que se vive, é aquilo que se sente nas ruas quando se fala com os militantes e cidadãos que votam no PSD. Ora a sondagem inclui eleitores doutros partidos, que fariam o mesmo que eu se fosse inquirido sobre eleições noutros partidos: escolheria o pior para esses partidos e o melhor para o meu!
No fundo, qual é o critério de uma sondagem feita com cidadãos que não vão votar na escolha no líder do PSD? A questão é pertinente porque uma coisa é perguntar em que partido vai votar, outra é perguntar que partido acha que vai ganhar. Se um eleitor comunista, ou do BE ou do CDS for perguntado em quem vai votar, responde indicando o seu partido. Mas se lhe perguntarem que partido é que vai ganhar, provavelmente ou quase de certeza, responde outro partido.
Sondagens? Sondagens valem o que valem, mas, neste caso, não são representativas, ou melhor, servem para alimentar o ego a certos egocentrismos que sempre se acharam e acham o centro do Mundo. Devo ressalvar, no entanto, que o Diário não é o responsável pelo resultado da sondagem. Uma sondagem é para saber o sentido do voto junto dos eleitores, não é um chá de simpatia.