O JM, um excelente exemplo na contenção dos gastos públicos, por intermédio do seu mentor, outro fantástico exemplo, baboseirou na passada quinta-feira um conjunto de considerações baratas e demagógicas sobre a anterior gestão da Câmara do Funchal, confundindo alhos com bugalhos, e tendo em vista apenas a tresloucada ambição de influenciar as eleições internas do PSD/M mediante a grosseira manipulação da informação. Assim cumpre esclarecer: 1 - É normal que o Funchal esteja em 9º lugar em valor da dívida, visto o município ser um dos cinco maiores do País e o assoberbante valor do investimento realizado nos últimos anos – inclusivamente a nível da comparticipação dos fundos comunitários (habitação social, redes de águas, saneamento básico, equipamentos sociais, acessibilidades etc.) – estando essa dívida de cerca de 50 milhões consolidada a médio e a longo prazo (com prazos alargados de pagamento), taxas de juros muito baixas (cerca de 2,5% a 3%) e com níveis de cumprimentos irrepreensíveis. Para quem sabe ler e analisar as contas do município, todas a auditadas até à nossa saída, quer isto dizer que o passivo de médio e longo prazo é inferior ao valor anual do orçamento da Câmara. A nível técnico, um ano de orçamento serviria para liquidar todas as responsabilidades de médio e longo prazo. Basta comparar, por exemplo, o peso da dívida no orçamento regional para tirar as respectivas conclusões sobre quem sabe gerir a coisa pública. 2 – Pôr em causa a adesão ao PAEL, que injectou 28 milhões na economia regional, ajudando centenas de empresas e milhares de trabalhadores, nas óptimas condições de taxas e prazos em que tal foi conseguido, é outra estupidez gritante. 3 – E o valor que a autarquia tinha a receber em 2013? Quase 40 milhões de euros. Não conta?! 4 – Quando saímos da C.M.F. a autarquia apresentava um nível de receitas próprias acima dos 50 milhões de euros. A poupança corrente situava-se nos 15 milhões de euros. De 2009 a 2013 a dívida bancária foi reduzida em 25,3 milhões de euros. Em despesas de funcionamento a Câmara poupou 6 milhões de euros nos últimos 3 anos de exercício. Em horas extraordinárias: redução de 24%. Na aquisição de bens e serviços – de 2010 a 2013 – foram reduzidos 1, 5 milhões de euros. 5 - Não reduzimos o apoio às Juntas de Freguesia, prejudicando o apoio à população. Nem os apoios sociais. Não realizamos obras desnecessárias, idiotas e megalómanas sem efeitos multiplicadores na economia e no emprego. Não gastamos o dinheiro dos contribuintes em propaganda serôdia. Até Outubro de 2013 – e ao contrário de quem fala de alto – sempre honramos e encontramos soluções para o pagamento atempado aos nossos fornecedores e instituições financeiras. Basta andar na rua e falar com os empresários para o constatar. Todas as contas do município sempre foram auditadas por empresas de auditoria externa, bem como foram votadas e objecto de escrutínio público. Não escondemos dívida. E ao contrário de outros, sempre assumimos as nossas responsabilidades. Também não somos cobardes. E assinamos aquilo que escrevemos.

Miguel Albuquerque Candidato a líder do PSD-M