O tema mundial já é um tema demasiado estafado mas enquanto não estiver satisfeito pelas explicações vou insistir. Para mais, porque depois da pouco dignificante participação da selecção portuguesa no mundial do Brasil é da mais elementar justiça haver uma explicação de quem de direito para este fracasso. E como ainda não ouvimos nada até hoje, cá estou eu novamente, chato, a questionar os “anjos”. Pois é, além dos maus resultados desportivos, a competência técnica e cientifica da selecção também ficou manchada pelo número anormal das lesões dos jogadores surgidas no decorrer do processo. Além disto, acho que os custos financeiros dispendidos não tiveram o retorno desportivo suficiente neste tempo de crise que atravessamos. E temos as inevitáveis questões: o treinador teve tudo o que solicitou para fazer o seu trabalho? Sim. E falhou? Sim. Rua com ele. Foi o treinador que recomendou a contratação do preparador físico e restantes adjuntos e a equipa esteve mal fisicamente? Sim?! Então rua com os dois. O médico da selecção foi conivente com a cobertura das lesões que os jogadores traziam dos seus clubes e escamoteou o seu tempo de recuperação? Foi. Então, rua com os três. A escolha dos locais para estágio foi adequada à solicitação e exigência de um campeonato do mundo com as especificidades do Brasil? Não. Será que houve gestão danosa de recursos financeiros? Corrupção? Investigue-se! Mas entretanto, rua com quem aprovou tal escolha. Irra, já chega de amadores. Já agora, quem pagou os honorários do fisioterapeuta vindo do Real Madrid? Quem era o Psicólogo da selecção? Até o director de comunicação da selecção deveria levar uma ”rabecada”, pois não faz sentido autorizar a difusão de declarações como “vamos jogar contra os EUA com uma equipa de homens de barba rija…” sendo que a equipa que jogou com a Alemanha e perdeu por 4-0 era praticamente a mesma que foi escalada para jogar e empatar com os EUA. Isto não será incompetência? É por isso que é da mais elementar justiça “chamar os bois” pelos nomes e pedir a cabeça dos responsáveis, sejam eles quem forem, questionando o Presidente da FPF, pois foi a partir da sua actuação que o “edifício mundial” se desenvolveu. Gostaria também de saber qual foi a motivação da FPF para renovar com o treinador antes de ter atingido os objectivos propostos para este mundial? Anteciparam o sucesso? Agora adivinha-se o futuro na Praça da Alegria? É que o “bruxo” da zona provou ser mau adivinho… Queremos respostas! Para hoje, se faz favor. Entretanto proponho que o nome da rua onde se situa a sede da Federação Portuguesa de Futebol seja mudado para Praça da Eterna Frustração ou Praça dos Objectivos Perdidos, em vez de Praça da Alegria. Será um nome mais adequado e que não induz ninguém em erro… Até breve.
João MM Castro Psicólogo Clínico