Juvenal Caldeira Tendo como alegoria as montanhas que me circundam, cada um vê uma tonalidade diferente. Com alguma justiça ou não. Tudo depende da perspectiva, da motivação ou necessidade. Uns veem um verde viçoso e outros um verde desmaiado, quase que amarelado.

Bom pano com má tintura, não perde a resistência nem a utilidade, apenas pode tornar-se menos estético. Pelo menos até ser moda. Mas quase já ninguem se recorda da anilina que se tingia as roupas, quando a família entrava em luto, é bom lembrar que umas pinceladas fazem milagres.

Felizmente agora o luto é fugaz.

Por vezes comparo certas atitudes, muito próximo dos países de terceiro mundo. Onde há sucessivos golpes de estado.Sai toda a populaça à rua festejar euforicamente e no dia seguinte já pede uma nova revolução. Se calhar não estamos preparados para grandes mudanças, ou as mudanças não são bem visíveis. Por vezes a mensagem chega ao receptor, já deturpada e manchada na sua essência.

Muitas vezes quando dizemos que não esperamos milagres, no fundo queremos que aconteçam todos os milagres. E quando nos apercebemos da realidade, então revolta-mo-nos contra o chefe da tribo ou até contra o druida, Concordo que os líderes podem e devem ser criticados e questionados.

Afinal o estado de graça quase nunca é eterno. Precisa-se urgentemente de seriedade quer nos atos de quem nos governa, quer nas criticas que lhes fazem. Assim talvez consigamos construir um futuro mais promissor.