importa assegurar que seja reforçada a legislação de protecção ambiental Como escrevi no meu último apontamento, a propósito da nossa orla marítima, dos mandos e desmandos que movem os, quase sempre, mesmos responsáveis e irresponsáveis, bem se justifica voltar a abordar a polémica gerada em redor da “Quinta do Lorde” que, vai para cinco anos, foi tema que me levou a, neste mesmo espaço, iniciar o lançamento de um apelo “Vamos salvar a Ponta de S. Lourenço” [Diário de 03.04.2009]. Projecto polémico que foi, desde o seu lançamento, percebeu-se, nomeadamente, durante as últimas semanas, de que mais bem me apercebi, durante a meia dúzia de dias que acabei de passar no Funchal, renascida que terá sido a controvérsia, de então para cá, havendo mesmo um recrudescer de interesse por parte do grande público, em grande parte desencadeado pela notícia de existirem investidores estrangeiros interessados no desenvolvimento do empreendimento “Quinta do Lorde”. Como se pode imaginar e se percebe, ao interessado comprador – um grupo de origem árabe, segundo a media – apeteceria uma expansão do empreendimento, obviamente, para nascente, de que, tardiamente, só agora se apercebeu da existência de condicionalismos de natureza ambiental, visando garantir a preservação de todo aquele espaço de “área protegida” – verdadeiramente único – que vai do Caniçal até à Ponta de São Lourenço – inviabilizando uma tal expansão e limitando o interesse por parte do ‘grupo’, De qualquer modo, o que, agora, parece importante, é desencorajar e desmontar quaisquer propósitos de activismo popular ou de outra natureza, voltando a reclamar a demolição – como uns quantos pretendem – do que foi efectiva e devidamente aprovado, pela autarquia responsável, devendo ignorar-se, por demasiado estéreis, as razões que possam agora ser invocadas. Tal como já escrevi [Diário de 07.11.2010] em boa verdade, o que importa, agora, é «... prevenir contra a repetição de situações semelhantes...» a que acresce a circunstância de ser «... definitivamente impossível devolver a todo o espaço a condição anterior, depois de todo o mal já feito. Como tal importa, com uma visão de futuro, assegurar que seja reforçada a legislação de protecção ambiental em todo o espaço natural da Região, de forma a impedir a repetição de novos ‘desastres’, tendo em vista salvar todo o espaço natural Madeirense desde, a Ponta do Pargo até à Ponta de São Lourenço, simultânea e obviamente, acautelando a legislação que assegure uma competente e rigorosa fiscalização». Não se tendo esgotado o interesse que a nossa orla marítima merece a todos os Madeirense, o mesmo será tema para próximos apontamentos. Francisco Leite Monteiro
importa assegurar que seja reforçada a legislação de protecção ambiental
Como escrevi no meu último apontamento, a propósito da nossa orla marítima, dos mandos e desmandos que movem os, quase sempre, mesmos responsáveis e irresponsáveis, bem se justifica voltar a abordar a polémica gerada em redor da “Quinta do Lorde” que, vai para cinco anos, foi tema que me levou a, neste mesmo espaço, iniciar o lançamento de um apelo “Vamos salvar a Ponta de S. Lourenço” [Diário de 03.04.2009]. Projecto polémico que foi, desde o seu lançamento, percebeu-se, nomeadamente, durante as últimas semanas, de que mais bem me apercebi, durante a meia dúzia de dias que acabei de passar no Funchal, renascida que terá sido a controvérsia, de então para cá, havendo mesmo um recrudescer de interesse por parte do grande público, em grande parte desencadeado pela notícia de existirem investidores estrangeiros interessados no desenvolvimento do empreendimento “Quinta do Lorde”. Como se pode imaginar e se percebe, ao interessado comprador – um grupo de origem árabe, segundo a media – apeteceria uma expansão do empreendimento, obviamente, para nascente, de que, tardiamente, só agora se apercebeu da existência de condicionalismos de natureza ambiental, visando garantir a preservação de todo aquele espaço de “área protegida” – verdadeiramente único – que vai do Caniçal até à Ponta de São Lourenço – inviabilizando uma tal expansão e limitando o interesse por parte do ‘grupo’, De qualquer modo, o que, agora, parece importante, é desencorajar e desmontar quaisquer propósitos de activismo popular ou de outra natureza, voltando a reclamar a demolição – como uns quantos pretendem – do que foi efectiva e devidamente aprovado, pela autarquia responsável, devendo ignorar-se, por demasiado estéreis, as razões que possam agora ser invocadas. Tal como já escrevi [Diário de 07.11.2010] em boa verdade, o que importa, agora, é «... prevenir contra a repetição de situações semelhantes...» a que acresce a circunstância de ser «... definitivamente impossível devolver a todo o espaço a condição anterior, depois de todo o mal já feito. Como tal importa, com uma visão de futuro, assegurar que seja reforçada a legislação de protecção ambiental em todo o espaço natural da Região, de forma a impedir a repetição de novos ‘desastres’, tendo em vista salvar todo o espaço natural Madeirense desde, a Ponta do Pargo até à Ponta de São Lourenço, simultânea e obviamente, acautelando a legislação que assegure uma competente e rigorosa fiscalização». Não se tendo esgotado o interesse que a nossa orla marítima merece a todos os Madeirense, o mesmo será tema para próximos apontamentos.
Francisco Leite Monteiro