Catarina Anjo Gostaria de partilhar convosco um episódio que ocorreu recentemente envolvendo um gato gravemente ferido, a porta-voz da linha de emergência e uma cidadã aflita que presenciou e tentou pedir ajuda, tendo em conta o ocorrido. No dia 27 de Março, pelas 15h40 (sei precisamente a hora pois tinha um compromisso importante às 16h00), estava a passar pelo caminho de Santo António, quando o autocarro que ia em frente atropelou um gato, cortando-lhe a cauda. O animal a muito custo, em sofrimento, fugiu para um stand de automóveis que se encontrava ali perto, e o autocarro continuou a andar como se nada tivesse acontecido. Confesso que estava muito nervosa com a situação e liguei para o primeiro número que me veio à cabeça - 112. Expliquei o ocorrido e perguntei se podiam fazer alguma coisa para resolver esta situação, ou que me encaminhassem para o departamento adequado. Atendeu uma senhora que iniciou um questionário, inquirindo sobre dados relativos ao gato: se o gato era meu, se eu sabia de quem era e se ele tinha dono. Estranhei a repetição e o conteúdo deste inquérito e perguntei se era relevante saber de quem era o gato para o ir ajudar, pois numa situação de emergência e quando está em causa salvar a sua vida é redundante a pertença do animal. Quando questionei se o iriam ajudar dependendo da sua pertença, a senhora, que trabalha numa linha de emergência, supostamente com formação para atender chamadas de pessoas nervosas, ficou indignada com o tom da minha voz e iniciou uma discussão com o tom de voz alterado. Perante esta situação, eu disse especificamente: “Você deveria estar preparada para pessoas que lhe ligam em pânico. Você deveria estar preparada para situações de emergência”, ao qual a senhora reagiu, ofendida, e retorquiu - “Você!!?” Esta conversa terminou com gritos de ambos os lados e eu, perante uma situação de emergência, tive de desligar o telefone por estar a perder tempo! Partilho algumas dúvidas: como é possível ter este tipo de atendimento numa linha de emergência que supostamente está preparada para responder aos cidadãos que se encontram em situações de desespero e angústia? Existe um tratamento específico que possa utilizar, para me dirigir à pessoa que está a atender a linha de emergência, de modo a que esta se sinta respeitada e assim um precioso tempo não seja desperdiçado numa situação de emergência? Para os interessados, este episódio resolveu-se com uma senhora que foi buscar uma caixa para apanhar o gato e com um senhor do stand - que sorte! – tendo um computador, viu o número dos Bombeiros Municipais, que nos socorreram rapidamente e com toda a disponibilidade. A estes um Muito Obrigada!