Arcanjo Delgado A Madeira está envolta na sua própria teia. Teia criada, pela ganância de fazer riqueza em pouco tempo, mesmo que para isso fosse preciso atropelar tudo e todos, na ânsia de garantirem a riqueza pra algumas famílias, já nossas conhecidas.

Se não reparem, somos um pequeno reduto composto por duas ilhas minúsculas, com menos população que uma cidade à volta de Lisboa.

Chegamos a ter quatro ou mais sociedades de desenvolvimento, que só desenvolveram as contas bancarias de quem atrás delas estava. Temos a economia na mão de algumas “poucas” famílias, suportadas por uma casta de políticos sem ética, que há muito decidiram não ter “coluna” desde que também tirassem partido disso.

Do outro lado estão os “presidiários” sufocados pelas jóias da coroa, a pagarem o Jornal da Madeira, que há muito é o órgão oficial do poder instalado, a pagarem milhões prá bola. Presos neste espaço de invejosos, onde é mais caro comprar gás, mais caro ir ao supermercado, mais caro abastecer de gasolina, mais caros transportes, onde há mais estacionamentos pagos por metro quadrado, mais desemprego.

E como se isso não bastasse, temos ainda que alimentar (onze) leram bem? Onze câmaras municipais, mais de cinquenta freguesias, Vereadores a tempo inteiro a dar com um pau, que dividem entre si esta ilha, mais manta de retalhos. Por quanto tempo mais vamos, nós, o povo ficar de olhos fechados? Por quanto tempo mais vamos nos deixar enganar pela propaganda instalada nas rádios locais? Essas também, correia de instrumentalização da mente dos mais desprevenidos? Por quanto tempo mais vamos nos deixar seduzir por festas como as que trazem musicas pimba, pra nos cantar (o levar no pacote)? Por quanto tempo mais vamos ficar nesta ilha, cada vez mais sombria à espera que chegue o dia em que “eles” dividam a ilha em pedaços, e que não nos reste mais nada, do que entramos por mar dento?