Fazer bem ou fazer mal custa afinal o mesmo dinheiro específico! Fazer bem ou fazer mal, dá o mesmo trabalho, gasta-se a mesma energia, em termos de despesas também é igual, com a agravante de aquilo que for mal feito, ter de ser repetido, corrigido, requerendo uma despesa adicional. Poupar em termos de Saúde - porque ela é muito cara ... e as pessoas não imaginam o seu verdadeiro preço - parece no imediato ou numa primeira análise, uma grande diminuição nas despesas. Mas, poupar exactamente em quê? Poupar em vacinas? Que nos vão impedir uma carga de doenças ... mais despesas acrescidas e medicamentos e abstenção ao trabalho e quebra na produtividade...? Não! Poupar em próteses? Para a anca ou para o joelho? Uma prótese de melhor qualidade, com uma liga metálica mais recente, é mais duradoura, mais fácil de colocar certamente, depois dá mais qualidade funcional geral ao paciente naquilo que ele é capaz de fazer, ...! Também não! Poupar em análises? Fazer análises de rotina, vá lá, daquelas mais comuns, sem muitos pormenores, ... ficamos com uma pequena ideia da qualidade sanitária do indivíduo. E repeti-las 3, 4 vezes ao ano ficamos sempre com essa mesma ideia - ténue ideia - da saúde do paciente. Vale mais a pena, fazer uma só vez por ano análises mais completas, com um leque mais alargado, despistando mais situações patológicas! Gasta-se mais dinheiro mas talvez se poupe em tratamentos futuros. Portanto, neste caso também não! E poupar em exames médicos? Que, como o nome indica, deveriam ser praticados por médicos, mas afinal são realizados por outros profissionais de saúde, sei lá, por enfermeiros, sem os conhecimentos suficientes para chegar aos diagnósticos, com os defeitos acrescidos de poder deixar passar em claro um problema grave? Nesta situação é evidente que não! Afinal onde se vai poupar em saúde? Vejamos: - Se um paciente está de baixa, há 2 anos, a receber o correspondente valor mensal pelo seu estado de doença e está numa lista de espera cirúrgica, e essa cirurgia pode torná-lo apto e útil para o trabalho, tem de ser chamado de imediato! O dinheiro da baixa dá para pagar a cirurgia e ainda fica restando muito! Se o paciente não tem médico de família, na verdadeira função que este deve exercer, controlando as doenças activas, prevenindo doenças crónicas, propondo normas dietéticas saudáveis, recomendando exercício físico diário, adequado individualmente ... se não há médico de família para todos, os que não o têm, vão consumir consultas hospitalares, nas urgências, nos serviços, vão consumir a energia dos profissionais de Saúde, consumir medicação de emergência e consumir dinheiro do Estado duma maneira absurda! Parece-me que, poupar em Saúde nestas circunstâncias, está a revelar-se muito mais dispendioso! Quem tiver essas contas já feitas pode muito bem mostrá-las! Assim ficam todos a saber em concreto se tenho ou não razão! Enquanto o Médico de Família não estiver na base do atendimento sanitário da população - e todos terão de o ter - enquanto se for andando atrás das especialidades médicas e cirúrgicas com amigos, vizinhos e conhecidos a marcar consultas, enquanto se for “visitando” os serviços de urgência para tratar banalidades ... enquanto for assim, não se vai poupar nada, pelo contrário vai se gastar mais. Fazer bem ou fazer mal custa afinal o mesmo dinheiro específico! Com a tal pequena diferença...! J. Manuel Morna Ramos
Fazer bem ou fazer mal custa afinal o mesmo dinheiro específico!
Fazer bem ou fazer mal, dá o mesmo trabalho, gasta-se a mesma energia, em termos de despesas também é igual, com a agravante de aquilo que for mal feito, ter de ser repetido, corrigido, requerendo uma despesa adicional. Poupar em termos de Saúde - porque ela é muito cara ... e as pessoas não imaginam o seu verdadeiro preço - parece no imediato ou numa primeira análise, uma grande diminuição nas despesas. Mas, poupar exactamente em quê? Poupar em vacinas? Que nos vão impedir uma carga de doenças ... mais despesas acrescidas e medicamentos e abstenção ao trabalho e quebra na produtividade...? Não! Poupar em próteses? Para a anca ou para o joelho? Uma prótese de melhor qualidade, com uma liga metálica mais recente, é mais duradoura, mais fácil de colocar certamente, depois dá mais qualidade funcional geral ao paciente naquilo que ele é capaz de fazer, ...! Também não! Poupar em análises? Fazer análises de rotina, vá lá, daquelas mais comuns, sem muitos pormenores, ... ficamos com uma pequena ideia da qualidade sanitária do indivíduo. E repeti-las 3, 4 vezes ao ano ficamos sempre com essa mesma ideia - ténue ideia - da saúde do paciente. Vale mais a pena, fazer uma só vez por ano análises mais completas, com um leque mais alargado, despistando mais situações patológicas!
Gasta-se mais dinheiro mas talvez se poupe em tratamentos futuros. Portanto, neste caso também não! E poupar em exames médicos? Que, como o nome indica, deveriam ser praticados por médicos, mas afinal são realizados por outros profissionais de saúde, sei lá, por enfermeiros, sem os conhecimentos suficientes para chegar aos diagnósticos, com os defeitos acrescidos de poder deixar passar em claro um problema grave? Nesta situação é evidente que não! Afinal onde se vai poupar em saúde? Vejamos: - Se um paciente está de baixa, há 2 anos, a receber o correspondente valor mensal pelo seu estado de doença e está numa lista de espera cirúrgica, e essa cirurgia pode torná-lo apto e útil para o trabalho, tem de ser chamado de imediato! O dinheiro da baixa dá para pagar a cirurgia e ainda fica restando muito! Se o paciente não tem médico de família, na verdadeira função que este deve exercer, controlando as doenças activas, prevenindo doenças crónicas, propondo normas dietéticas saudáveis, recomendando exercício físico diário, adequado individualmente ... se não há médico de família para todos, os que não o têm, vão consumir consultas hospitalares, nas urgências, nos serviços, vão consumir a energia dos profissionais de Saúde, consumir medicação de emergência e consumir dinheiro do Estado duma maneira absurda! Parece-me que, poupar em Saúde nestas circunstâncias, está a revelar-se muito mais dispendioso! Quem tiver essas contas já feitas pode muito bem mostrá-las! Assim ficam todos a saber em concreto se tenho ou não razão!
Enquanto o Médico de Família não estiver na base do atendimento sanitário da população - e todos terão de o ter - enquanto se for andando atrás das especialidades médicas e cirúrgicas com amigos, vizinhos e conhecidos a marcar consultas, enquanto se for “visitando” os serviços de urgência para tratar banalidades ... enquanto for assim, não se vai poupar nada, pelo contrário vai se gastar mais. Fazer bem ou fazer mal custa afinal o mesmo dinheiro específico! Com a tal pequena diferença...!
J. Manuel Morna Ramos