Há algum tempo, que temos vindo a afirmar e a escrever, que Alberto João Jardim só, através da morte política, isto é, após uma derrota nas urnas, deixará o poder. Anda muita gente iludida dentro do actual PSD-Madeira, acreditando que uma pessoa do calibre de AJJ que teve a possibilidade de sair em grande da cena política, o faça entre 2014 e 2015! Puro engano! Um escorpião tem no seu DNA o instinto de matar as presas, mesmo que, no limite, ele próprio tenha de morrer. O líder do PSD regional, prefere que, Albuquerque ou outro candidato à sua sucessão no partido, seja esmagado, por ele próprio, do que permitir, numa votação democrática, a eleição de um dos putativos candidatos que já conhecemos. Foram 37 anos no poder a criar vícios entre dirigentes, militantes, simpatizantes do PSD. Os que agora o criticam, onde estavam há 20 anos? Esses que agora se perfilam, para a sucessão de AJJ, porque estiveram calados durante tantos anos? Os que agora atiram pedras a Jardim, enquanto houve dinheiro, lugares de relevo, cargos de poder, estiveram mudos e calados! É caso para se perguntar, se esses que arremessam críticas ao poder autocrático do regime, as mesmas que a oposição sempre proferiu, estiveram emigrados? Permaneceram fora da Região? Tinham viajado? Será que voltaram agora à Madeira, ou seja imigraram após 20 anos, procurando acompanhar os novos ares de mudança que os eleitores deixaram no ar em Setembro passado? Por muito que custe aceitar, sobretudo para nós democrata-cristãos, Jardim tem legitimidade para se assumir, novamente, como candidato a líder do seu partido, ir a eleições directas e ser o candidato do PSD-M nas próximas eleições regionais de Outubro de 2015. Em nosso entender, não só tem legitimidade, como o irá fazer, após depurar o partido, à sua maneira, daqueles que o estão a enfrentar, dos que agora o abandonaram, dos que o criticam, no fundo, os mesmos que andaram com ele lado a lado, deram-lhe palmadinhas nas costas, louvavam-no, enquanto a oposição o criticava, apoiaram-no, quando o CDS exigia transparência, respeito e igualdade de direitos para todos os madeirenses e portossantenses. Vamos esperar para ver!
Lopes da Fonseca Líder parlamentar do CDS