Manuel João Baptista Rosa A Quinta do Lorde é um investimento empresarial cuja implementação necessariamente implicou estudos prévios, tais como – mercado, dimensão, tecnologia, rendibilidade, estrutura financeira, risco, entre outros - que foram aprovados pelos accionistas e banca. Considerando que assim aconteceu e os planos constantes do projecto foram correctamente aplicados não faz sentido, pelo menos para quem está de fora, que o pagamento dos salários dos colaboradores dependa de uma operação de cessão de partes de capital visto o dinheiro envolvido nesta operação não entrar nos cofres da empresa mas nos bolsos dos accionistas que se retiram. Estranho é que um projecto dito de excelência não gere rendimentos na área de exploração suficientes para a cobertura dos respectivos gastos. Tal desequilíbrio pode ter a ver com uma de duas questões: - Estrutura financeira (capitais permanentes) insuficiente e/ou desadequada face ao investimento e daí a procura de investidores com capital; - A questão ambiental impede a exploração do negócio e daí não haver rendimentos na área de exploração o que realmente justifica a não existência de liquidez necessária ao pagamento das despesas correntes tal como os salários. Sem uma explicação clara e serena, que é devida ao público, é muito difícil perceber o que se passa e muito menos quem tem ou não razão.