João Freitas Este foi o tema oportuno, do “Prós e Contras”, desta semana, que permitiu-nos perceber como esta realidade está a acontecer no país. Em traços gerais, percebe-se que estamos num empobrecimento continuo, ouvimos alguns portugueses que já estão emigrados e o seu olhar sobre o país, com palavras síntese, relevantes. Os dados estatísticos revelam o crescendo da emigração. Raquel Varela, investigadora, membro do painel, sintetizou dados estatísticos que permitem posicionar variáveis determinantes na análise e decisão e, consequente percepção do que possa ser integrado no conceito de tempo útil de cada pessoa, grupo, instituição, circunstância.... Algum do debate, com mais entusiasmo, por parte de um ou outro dos participantes, terá sido motivado por expectativas, mas que enquadrado no conceito de tempo útil, possivelmente desvanecerá na sua validade. “Se aquilo que acontece, e está a acontecer no nosso país, é que aqueles que têm mais avanço científico e conhecimento emigram, em regime de globalização, fica-se mais exposto aos efeitos negativos”, alertou o Professor Adriano Moreira, especialista em relações internacionais (ionline, 11 Mar). Este tema da emigração também estará a gerar alguma atenção e debate por parte dos países de destino. No Reino Unido, “uma empregada de limpeza portuguesa foi arrastada involuntariamente para um debate sobre o uso de mão de obra estrangeira, após um discurso crítico do secretário de Estado da Imigração, James Brokenshire,” conservador. Ele afirmou: “Há muito tempo que a imigração beneficia os empregadores que querem um abastecimento de mão de obra barata ou a elite metropolitana abastada que quer empregados e serviços baratos - mas não (beneficia) as pessoas normais e trabalhadores deste país” (JN online, 10 Março).