Esperança da Liberdade Madeira O exercício do poder na Região Autónoma da Madeira, tem sido uma longa cumplicidade entre PSD-M e Governo Regional, sob o comando absolutista do bafiento e mais-que-ultrapassado despesista AJJ. Supostamente, a partir de hoje, haverá uma espécie de bicefalia, uma cabeça com o poder real (AJJ) e uma outra cabeça com um poder virtual (MA), apesar de claramente legitimado pelo voto secreto em urna pelos membros do partido do governo. É certo e sabido que AJJ, com o seu incurável autoritarismo, continuará a pôr e a dispor no PSD-M e na Região como bem quer e bem entende. Albuquerque, apesar da sua legitimidade democrática, não será mais que um chefe de gabinete às ordens do sempre todo-poderoso AJJ, cognominado “Único Importante” e o único a mandar, quer no partido quer na região, pela força do orçamento que dispõe à custa dos impostos pagos por nós todos. A cabeça principal (AJJ) vai continuar a governar de forma autoritária, como sempre fez, com o apoio da máquina partidário-administrativa, dos deputados laranja na ALM e do apoio financeiro dos ricaços do jardinismo. Os mecanismos partidários e da administração regional vão continuar na mesma, não se vislumbra sinais de mudança, o poder real e absoluto na RAM pertence ao AJJ, exclusivamente, coadjuvado pelos mesmos de sempre e seus descendentes da Mamadeira. É bem possível que haja vira-casacas, só que não são de confiança, jogam com um pau- de-dois-bicos e com uma grande inveja de são serem eles próprios os sucessores. Infelizmente, estas eleições para líder do PSD-M não surtirão qualquer mudança, até ver e oxalá me engane. A democracia na RAM é um jogo viciado, ganham sempre os mesmos e desta vez não será diferente (nas últimas eleições autárquicas, honrosamente, houve sete exceções; espero que não sejam casos episódicos, mas sustentáveis a favor da alternativa democrática). A democracia constrói-se por democratas. O déspota AJJ nunca foi, não é e em tempo algum será um democrata. A oposição na RAM não passa de uma simulação, por isso não conta para nada. Combate-se a si própria, numa luta absurda. Nunca deixará de ser oposição nos tempos mais próximos. A mudança (?) veio do próprio PSD-M protagonizada por Albuquerque, que se apercebeu da decomposição do jardinismo, que já nem o próprio PSD-Nacional e nem o PR ligavam peva ao UI. Aguardemos a cenas dos próximos episódios desta tragicomédia. A procissão ainda vai no adro. Ninguém gosta de passar de cavalo para burro, mais ainda menos com o exibicionista e caciquista AJJ. Quem foi rei e senhor absoluto da Região Autónoma da Madeira, durante quase 40 anos, não vai deixar de o ser sem mais nem menos, antes pelo contrário, vai usar dos seus trunfos para pôr o Albuquerque a K.O. Ambos se conhecem e sabem os pontos fracos de cada um. Durante muito tempo MA foi dominado pelo AJJ, ainda se lhe nota algum temor face ao antigo chefe, balbucia, fica nervoso quando se refere ao Big-Boss, a emancipação não é fácil. No entanto, apesar desse passado de total obediência, foi o primeiro que conseguiu enfrentar o medo do chefe e libertar-se das amarras, em boa verdade, valha-lhe essa coragem.