É hora de abrir regos. Hoje para destacar alguns factos e protagonistas do 2014 madeirense. Limito-me aos improváveis pois os outros devem ser eleitos noutras contagens, a realizar até final do ano.

Paulo David. O seu “revolucionário” projecto das iluminações natalícias no Funchal viria a revelar-se um êxito opinativo nem sempre educado. Os comentários às notícias do DIÁRIO e as redes sociais testemunham a peculiar reflexão na ilha proporcionada sempre que há inovação. Fez-se luz e até o governo deliberou que para ano, quando já forem outros a mandar, a tradição volta a imperar. O que a malta quer é pisca-pisca.

Ricardo Veloza. Foi solidário e conseguiu dar descanso por uns dias ao arquitecto alvo da ira do povo superior. Teve o mérito de operar a migração dos holofotes para o monumento que imortaliza Cristiano Ronaldo sem bola. Quanto às parecenças, o jogador pagador foi o primeiro a garantir que a estátua é bem mais bonita do que a fotografia.

Nuno Bazenga Marques. Fez mais pela mediatização da Madeira do que pelo futuro do jornal livre de Jardim, mas ficará para a história como o único administrador do JM com direito a estátua. Isto se outros colegas de administração não tiverem direito a veto ou ousarem fazer contas a gastos suspeitos com viagens para Lisboa ao fim-de-semana.

Manuel António Correia. Pensava que ganhava folgadamente à primeira. O desespero demonstrado no último debate televisivo denuncia o desconsolo, tal como a apetência para, volta e meia, comprovar a tese que a cópia é bem pior do que o original. O PSD-M que decida, de preferência sem chapeladas, qual o formato preferido.

O copo da Noite do Mercado. É apontado como aliado da redução de lixo, das bebedeiras e de outros excessos. E podia ser mais. Bastava que fosse fomentada a entrega no final da noite e devolvidos os 50 cêntimos. Um exemplo a seguir nos arraiais da ilha.

O União. Fintou toda a concorrência e assinou um acordo para poder ter o CR7 nas camisolas. Em plena era de asfixia financeira pediu mais um estádio ao governo. Mandou Juvenal Xavier escrever uma obra que viria a ser adjudicada a um historiador. Filipe Silva merece uma estátua, de preferência junto ao ‘caldeirão’ dos Barreiros.

Jaime Ramos. Não obteve 50 votos nas ‘directas’ mas esteve omnipresente em muitas conversas dos outros delfins. A julgar por alguns medos internos, parece ter mais peso do que o resultado eleitoral. E tem. Em menos de um mês deu duas entrevistas ao JM embora sem nunca contar que se sentiu obrigado a deixar a direcção do ‘Madeira Livre’ para tentar escapar aos custos e tormentos das decisões judiciais desfavoráveis, por sinal, desencadeadas por jornalistas. Ainda aqui vamos.

Pedro Fontes. Foi o colaborador do DIÁRIO com maior poder de encaixe. Foram mais de 500 os comentários editados que o atingiram por ser o primeiro na Região a desmontar com mestria o esquema Telexfree. Não durou quatro meses para se confirmar a importância do alerta. Há quem lhe esteja eternamente grato.

As sondagens. Muitos políticos ainda não perceberam que os inquéritos não antecipam resultados eleitorais. São estudos de opiniões em constante mudança e retratos de realidades em determinado momento. O segundo estudo feito pelo DIÁRIO sobre a sucessão de Jardim e publicado a um mês das directas revelava três tendências: que Albuquerque seria o vencedor, que Manuel António era o segundo e que haveria segunda volta. Em cheio. A vantagem de ter sido definido um universo aproximado ao da militância com capacidade electiva fez a diferença, delimitação que nem um candidato à liderança do PSD que pagou e divulgou uma sondagem foi capaz de fazer. Sabe-se bem porquê.

Filipe Menezes de Oliveira. Persiste a dúvida se é autarca, se cursou Direito e se gosta mesmo do Porto Santo. É que as contradições são tantas e tão frequentes…