À medida que avança o processo de escolha do novo líder do PSD-M, mais importante se torna o olhar crítico sobre as ideias, as estratégias e as prioridades, bem como a atenção sobre a composição das equipas políticas que cada candidato apresenta para as concretizar, não sendo despiciendo observar o leque de apoios que se vão revelando ao longo do tempo, em que as palavras, as ideias e os princípios vão valendo cada vez menos, e os interesses individuais se vão autodenunciando cada vez mais.
As primeiras porque elucidam quanto ao caminho, as segundas porque definem os protagonistas e os terceiros porque desmascaram a propalada independência e ‘renovação’ da candidatura do nosso opositor.
Até o (e)leitor menos informado, desde que se debruce sobre os textos estratégicos, saberá diferenciar o vazio de ideias e a quase completa ausência de compromissos que apenas aqui e ali surgem na moção oponente, com as quase duas centenas de compromissos que assumimos ao longo de duas dezenas de áreas de atuação prioritárias, definidas para o partido e para a Madeira. A diferença – a diferença essencial! – é estarmos comprometidos com o povo, com os seus anseios, com o reconhecimento das carências económicas, sociais, fiscais e de busca do bem-estar, e porque construímos uma moção que nasce de uma auscultação sistemática e aberta, recolhida em todas as freguesias da Madeira e de Porto Santo. Não se trata apenas de método: é sobretudo o perfil que nos diferencia e que marca os textos de orientação estratégica. Entre o elitismo e a proximidade, optámos pelo contacto com os eleitores, com o povo da Madeira. Entre uma cultura classista e o sentir do povo, escolhemos os que necessitam de uma atenção que dignifique a sua vida e a da sua família. Não nos refugiámos na comodidade da distância, nem em arrogâncias de saber. Fomos aprender, como sempre fizemos, com aqueles a quem a política está destinada a servir: os homens e as mulheres que lutam por uma vida melhor, os jovens que clamam por um futuro, os velhos a quem tudo devemos, as crianças sobre as quais queremos construir um porvir de bem-estar, e todos os que, merecidamente, reclamam uma atenção às suas necessidades específicas.
Mas este é um caminho que não nos atreveríamos a percorrer de forma solitária, egoísta e de protagonismo pessoal! O nosso primeiro suporte foi e é a nossa equipa.
Reunimos competências, entrega pessoal, percurso de vida e exemplo individual. A tão desejada credibilização da ação e dos protagonistas da política, que é um dos nossos propósitos, passou pela criação de uma equipa sem a mácula da má gestão, marcada pela lisura do comportamento social, pelo cariz pessoal de comprovada entrega às causas sociais. Não escondemos apoios que representam interesses individuais e que se encapotam atrás das suas segundas e terceiras linhas ou se fazem representar por testas de ferro, não nos submetemos a compromissos que implicam um retorno de favores e de privilégios, não aceitámos financiamentos, não criámos dependências de pessoas ou grupos, apenas nos comprometemos com as pessoas que nos vão eleger para liderar o partido e, num futuro próximo, a Região Autónoma da Madeira, reconhecendo as suas carências de hoje e respeitando os seus anseios de futuro.
A nossa equipa e o nosso leque de apoiantes não é uma oportunidade de revanchismo, não é uma compensação de outrora detidas e mal resolvidas posições públicas de destaque, ou de sonhos de protagonismo nunca atingidos. O único sonho que nos anima enquanto equipa é o de servir, não de ser servido pela política, nem o de proporcionar ensejos de vingança pessoal.
Fizemos e continuaremos a fazer uma campanha ‘pobre’ – não pagámos jantaradas, não usámos meios de propaganda profissionais, não exigimos votos em troca de quotas pagas porque a consciência não se compra ou vende, não acolhemos grupos de interesse, não prometemos cargos de governo, de parlamento ou de autarquia, não acolitámos frustrações de ‘carreiras políticas’ que o tempo, as circunstâncias e as competências insuficientes se encarregaram de eliminar, e que agora vislumbram um regresso aos palcos do protagonismo.
À pobreza dos meios contrapusemos a riqueza das ideias e a militância desinteressada; às estratégias e aos compromissos obscuros, respondemos com a decência dos processos, com a honestidade e com o comprometimento pessoal e coletivo.
No dia 29 de dezembro, É POSSÍVEL!
Manuel António Correia