João Em época natalícia, os auto-intitulados sociais-democratas que em tempos compuseram o executivo machiquense presenteiam os seus munícipes com um folclore de hipocrisia que roça o lamentável.
De facto, não esperava que a notícia do corte orçamental de 4 milhões fosse passar impune à voz sábia daqueles que tudo fizeram pelo município e concelho. Se tivermos em conta o anuário financeiro de freguesias, felizmente constatamos que estivemos perante um conjunto de medidas e decisões que fizeram com que o passivo Machiquense aumentasse consecutivamente, pelo menos de 2007 até 2011 ( o passivo escalou continuamente de 20,7M€ anuais para 31,1M€ respectivamente. Em 2012 e 2013, uma lufada de ar fresco corria pelo vale, e incrivelmente o passivo diminuira (27,6M€ e 26,3M€).
Estes são os dados oficiais !
Deixo aos excelentíssimos representantes da minha cidade nos passados mandatos (PSD) um apelo para que exijam a si próprios a mesma transparência que exigem a um presidente que calcula um orçamento com base na subtração das dívidas anteriores às quais o concelho foi exposto.
Por incrível que pareça, dados desse mesmo anuário mostram que a gestão do município por parte do PSD pode ser adjetivada como irresponsável. É inconcebível que este grupo de pseudo-democratas tenha a imoralidade de criticar uma má gestão do município e passando a citar o documento referido acima, é possível verificar que o Sr. Emanuel Gomes, hoje deputado na Assembleia Regional pelos Sociais Democratas, cessou funções no ano de 2011. A dívida Machiquense era nessa altura 157% do valor das receitas obtidas em 2010. É curioso como o Sr. Antonio Olim seguiu o legado do seu precessor, conseguindo um valor de dívida 116% face às receitas do ano anterior.
É de salientar que em anos anteriores, houveram de facto valores de dívida inferiores às receitas, mas não fiquemos entusiasmados, pois afinal, esses foram anos em que houveram fundos para realizar todas as obras.
Os anuários mostram que machico entre 2007 e 2012, obteve sempre percentagens de receita cobrada inferiores a 50%, à excepção de 2008(rondou os 67%), o que quer dizer que, houve uma notória sobrevalorizacao da receita esperada.
O PSD então tratou de prever valores de receita previstos, superiores aos que se adequariam à realidade do município. Desta forma projectos e obras que seriam então caros demais para a carteira municipal puderam arrancar, mas como a receita esperada não foi cobrada, houve um acumular de dívidas, que parece estar bem atenuado nas memórias sociais democratas. (Habitual, na RAM).
Ricardo Franco está hoje a pagar uma dívida deixada por um grupo de ‘políticos a brincar’. As sensações de dever cumprido, hão de ser pelo sucesso ao gerir de forma exemplar o município.
Vivam a vida, boas entradas em 2015 e caso bebam, não conduzam.. Acho que já se acabaram as abébias para a malta do PSD.