É sabido que Cristiano Ronaldo desafia todas as estatísticas batendo record atrás de record dentro das 4 linhas, não faltando muito para ser considerado como o melhor jogador de sempre. Mas a marca que Cristiano Ronaldo tem deixado vai para além do relvado, quer no Real Madrid ou na selecção nacional. Colada à estátua que Cristiano Ronaldo inaugurou há uma sombra que nos conta uma história de pobreza e de dificuldades, história que continua a povoar-se de muitos madeirenses nos dias de hoje mas que, por vezes, esquecemos pois trata-se de uma maioria silenciosa. Cristiano Ronaldo deu uma lição aos que com ele inauguraram a escultura que tanto a merece. As pessoas que lhe prestaram a homenagem são as mesmas que lideraram os destinos do arquipélago durante largas décadas que englobam os anos do seu crescimento. Da Madeira, Cristiano Ronaldo não contou muito com apoio institucional, voou praticamente sozinho transformando os obstáculos em sucesso, subindo uma escadaria que foi difícil para chegar onde chegou. Em poucas palavras, Cristiano Ronaldo pouco ou nada deve à Madeira. Talvez a força interior de quem quis derrubar os muros da ilha própria dos insulares. E conseguiu. O que o torna uma pessoa única e impar, apesar de a Madeira ter-lhe dado um início de vida de pobreza, Cristiano Ronaldo é incansável em promover, investir e trazer potenciais investidores à Madeira em prol do seu desenvolvimento económico. É isso que o faz único, a sua capacidade ultrapassar tudo o que de negativo recebeu enquanto criança, e mostrar a hombridade de aceitar inaugurar um monumento ao qual lhe é devido. Mas nunca haverá muitos Ronaldos. Ele é a excepção. Se terceiros tentaram retirar proveito deste acto e colá-lo como símbolo dos "sucessos" destes últimos 40 anos, é errado. Cristiano Ronaldo não é o exemplo do que fizemos ou deixámos de fazer, simplesmente porque ele ganhou o Mundo com a sua tenacidade, competência e capacidades únicas de ser ele próprio. Bem-haja Cristiano Ronaldo e que ''dêem a César o que e seu'' a estátua que é Sua por mérito próprio e que tardou a ser dada como devida homenagem!

André Castro, Gestor de Empresas