Lucília Ferreira Sou leitora assídua do D.N. e como tal, tenho lido alguns comentários sobre certas "tradições natalícias "tais como :circos com animais, matança do porco. Em relação aos circos com animais, a C.M.F. decidiu não aceitar circos com animais. No que concerne à matança do porco , a Academia das carnes, veio publicamente lamentar a posição de certas instituições e pessoas ,entre as quais, o PAN, que são contra esta tradição. Outra polémica levantada, foi a de a C.M.F. ter proibido a exploração de aves de rapina, que eram exibidas nas ruas do Funchal. Começarei pela matança do porco, tão defendida pela Academia das carnes. Defendem estes senhores, que a matança do porco é uma tradição do povo madeirense. Em tempos idos, certas civilizações, abatiam à nascença, todos os recém- nascidos que fossem deficientes ou até mesmo mais fracos. Se esta tradição perdurasse até aos nossos dias, quem sabe talvez, algum, dos que tanto defendem esta "tradição ," não estaria na lista a ser eliminado? Pensem nisto… Quanto aos circos com animais, lembro, que começaram por incluir números com pessoas deficientes ou melhor dizendo, diferentes das outras , tais como: anões, gigantes e outros infelizes que eram obra de riso e troça dos demais …Todos eram aproveitados para exploração e lucro de gananciosos donos de circo. Quanto às aves exóticas, exibidas nas ruas, alguém argumentou, que algumas destas já haviam nascido em cativeiro. Partindo deste pressuposto, hoje ainda seria possível haver escravos, se estes , tivessem nascido em cativeiro… Poderia alongar-me em muito mais considerações, mas creio que isto chega. Gostaria pois, de dar os parabéns à C.M.F. pela sua coragem e fazer a Mudança que prometeu. Não é fácil mudar mentalidades. Foi pioneira no país e já se fala, (segundo uma reportagem da Sic ) que a cidade de Lisboa poderá ser a segunda do país a seguir-lhe o exemplo. Num país de políticos acomodados e conservadores, fazer a diferença é obra! Continuação de Boas Festas a todos com menos sofrimento animal, é o que desejo a todos.