A Confederação do Turismo Português (CTP) congratulou-se hoje com a desconvocação da greve na TAP por parte de nove sindicatos, mas considerou que a “decisão tardia” afetou gravemente o setor.
“Lamentavelmente esta decisão, por tardia, não afasta os enormes prejuízos que já provocou no sector do turismo e naturalmente na economia de Portugal”, segundo Francisco Calheiros, presidente da CTP, citado em comunicado da entidade.
O responsável frisa ainda que a desconvocação da greve já não consegue “eliminar os enormes efeitos negativos que provocou à imagem de Portugal e à economia do país”, que “ficou refém de um aviso de greve num período estratégico” para o sector do turismo e para as famílias emigrantes que nesta altura querem regressar a Portugal.
Nove dos 12 sindicatos representantes dos trabalhadores da TAP anunciaram hoje, em comunicado, a desconvocação da greve marcada para os dias 27 a 30 de dezembro.
A decisão de relançar a privatização da companhia aérea, suspensa em dezembro de 2012, acendeu uma onda de contestação, que culminou com a marcação de uma greve de quatro dias de 27 a 30 dezembro, tendo entretanto o ministro da Economia anunciado a decisão do Governo de decretar uma requisição civil dos trabalhadores da TAP para minimizar o impacto da greve.
Na sequência do anúncio de hoje a TAP já disse que estão "confirmadas as condições para operar normalmente" nos dias de 27 a 30. Em comunicado a empresa recorda o facto de três sindicatos não terem desconvocado a paralisação de quatro dias e reafirma que se mantém a requisição civil decidida pelo Governo para aquele período.
