Elisabete Silva Não sei (nem me interessa saber!!!) quem teve a infeliz ideia de descaracterizar o nosso lindo Funchal nesta quadra natalícia que é cartaz turístico bem referenciado a nível mundial. Já tinha ouvido críticas de muitas pessoas, mas só no dia 4 do corrente mês resolvi dar uma volta pelas ruas da nossa cidade. Fiquei completamente desiludida e senti vontade de chorar ao passar na rua do Aljube e em frente à Sé e, olhando para as ruas de João de Tavira, Carreira, Câmara Pestana, Queimadas de Baixo e de Cima, do Bispo e outras mais, não pudesse contemplar o seu brilho e encanto. Peço duas coisas: Que o brilho das luzes de tantas cores volte a dar vida à nossa cidade e que o autor desta (arte?!) não mais seja convidado ou aceite para tal tristeza!!! Que sejam repostas as decorações de anos anteriores que enchiam os olhos e a alma de alegria. Felicito, por isso, a escultora Manuela Aranha por tão belos trabalhos. Os madeirenses não se conformam com tais iluminações. A cidade está morta e sem vida. Grande parte das luzes que decoram as árvores, desde muito acima da Avenida do Infante até à Sé, é de cor branca. Das duas, uma: Ou o autor é daltónico ou pensa que os madeirenses são ceguetas e só com este tom de luz conseguem enxergar. Melhor será que o trabalho de reposição seja a duplicar ou a triplicar do que o impacto causado pela desilusão e deceção dos turistas, especialmente aqueles que são visita habitual da nossa ilha, nesta quadra tão festiva. É bom, também, não esquecer colocar as luzes sobre as ribeiras (porque as que estão são um autêntico aborto!), pois é uma das coisas que faz parte do cartaz turístico. E o Mercado dos Lavradores??? Onde paira a beleza da iluminação? Que volte a magia do Natal!