Juvenal Rodrigues No pretérito sábado o D.N. noticiava a não aprovação das “grandes opções do plano para 2015”, na Assembleia Municipal do Funchal, devido ao voto contrário do PSD, PND e CDU. Ainda na mesma página dizia que os eleitos das citadas forças políticas acusaram o executivo municipal da não aceitar as suas propostas e de nem sequer dialogar. Pura demagogia e falta de escrúpulos. Alguns políticos não encontram limites para tentar justificar o injustificável. O PSD ainda não conseguiu digerir a derrota nas autárquicas, não se ajeita no papel de oposição e julga que o seu dever é votar contra tudo e todos. A CDU porque nunca teve (nem terá) responsabilidade na governação pensa que pode votar contra tudo e depois apregoar que defende o povo. O PND já afirmou publicamente, pela boca do seu líder, que o seu papel na sociedade é apenas apontar defeitos (para eles não há virtudes) da governação. Deste cenário podem os funchalenses inferir como seria possível aceitar propostas vindas de quadrantes tão díspares como são estas três forças políticas. Se aqui dissermos que o orçamento e “opções do plano” já tinham sido aprovadas na reunião do executivo da CMF que eles referem. Se dissermos que o “orçamento” para 2015 já havia sido aprovado na anterior Assembleia Municipal. Se dissermos ainda que, se não e inédito é pelo menos raríssimo o “orçamento” ser aprovado e as “opções do plano” não, sendo esta rubrica, parte indissociável do orçamento, é óbvio que estes partidos comportam-se como simples forças de bloqueio e os seu eleitos, ou não sabem o que estão a fazer, ou estão apenas ali para destruir e não deixar governar. Os Deputados municipais na A.M., eleitos pela “Mudança”, bem alertaram que a não aprovação do plano iria colocar sérias dificuldades à CMF uma vez que o facto do orçamento estar aprovado e o plano não, iria inviabilizar apoios comunitários e, por outro lado, estão a impedir que a Câmara execute varias obras, tais como, bairros sociais, complexo balnear do Lido e outras várias obras de beneficiação para benefício de todos os funchalenses. Todos os argumentos invocados foram em vão uma vez que, ao que parece, certas forças políticas, que em campanha gritam alto e bom som que fazem tudo para defender os madeirenses, afinal, estão ali para boicotar. Estamos próximo de eleições e é bom que se saiba quem diz ao povo uma coisa mas nas suas costas o prejudica.