O país tem sido fustigado ultimamante por investigações a personalidades com comportamentos pouco explicáveis. Segundo Passos Coelho acabaram-se os problemas para os Mexilhões e a partir de agora que se cuidem os mariscos de alta qualidade em sabor e preço. Espero que nesse rodízio de marisco, que o 1º ministo pretende servir-nos, para além da Lagosta não se esqueça de incluir na ementa o Cavaco. Aliás eu até prefiro. A reboque dos factos, são curiosas as declarações de responsáveis politicos quando questionados sobre as matérias em questão, como já entenderam, no âmbito da corrupção. A Ministra da Justiça grita: “acabou-se a impunidade, ninguém está acima da lei”. Outros sentenciam: “ É a hora da justiça”. Outros concluem : “A justiça está a funcionar” ou ainda : “Eu confio na Justiça”. Claro que tudo estaria bem se assim fosse. “A primeira igualdade é a justiça” escreveu Victor Hugo. Que hipocrisia... para nos enganar já temos a “chuva molha tolos”. Há investigação, julgamento e sentença. No presente temos 3 casos mediáticos. Um Chefe de Policia, que terá recibo 3 garrafas de vinho, um banqueiro com fiança de 3 milhões de euros e um ex-1º ministro, com choruda conta bancária, e que pelos vistos não ganhou o euromilhões. Destes casos eu não sei se são culpados ou não. Esperemos pela Justiça. Mas como posso confiar na justiça se no caso BES existe uma investigaçãao paralela? Se os deputados confiassem na justiça não constituiriam uma comissão parlamentar de inquérito e deixariam a justiça decidir. Assim, estão descaradamente a pressionar os tribunais. Separação de poderes é apenas quando convém e da boca para fora. Mas há dois casos que sabemos da existência de crime e culpados. Vejamos: O ex- ministro Armando Vara recebeu uma caixa de robalos do sucateiro de Aveiro. Foi condenado. Paulo Portas, ministro de um tal de Cherne, em nome de Portugal, comprou 2 submarinos a uma empresa Alemã. O tribunal Alemão investigou e meteu na cadeia 2 responsáveis da empresa vendedora por terem corrompido os negociadores portugueses. O crime existiu, foi provado, só que ninguém sabe quem ficou com o dinheiro. Ainda consultei a conta bancária na esperança que o dinheiro, não estando em lado nenhum, estivesse na minha conta. O Ministério Público acaba de arquivar o processo por falta de provas. Acabou a impunidade? Não. Alguém está acima da lei? Sim. A justiça funciona? Não. Confio na Justiça? Não. Eu também enganava o meu neto Martim com o Pai Natal. Mas, a partir de agora, vou ter de me virar para a Helena e o Matias.

Francisco Costa Técnico de arbitragem