Conceição Pereira O Sr. João Sousa, numa carta do leitor publicada no DN a 15/12/2014, reclama contra os protestos da oposição. Diz ele que “...Marina do Lugar de Baixo não correu tão bem. A Natureza é implacável...nenhum Arquitecto ou cientista é capaz de medir a força da natureza.” Tudo isto é verdade, por isso é preciso muito respeitinho pelas forças da natureza. Não se pode empurrar o mar e admitir que ele vai ficar lá, quietinho, como a gente quer. Não se pode impedir que as ondas do Lugar de Baixo se levantem contra obras feitas e refeitas nas suas barbas. Não se pode continuar a esbanjar o nosso dinheiro, não se deve atirar mais milhões para afagar as ondas, porque elas não se deixam dominar. As ondas do mar já galgavam as costas antes de o Zarco cá chegar e continuarão após as teimosias e má governação. E não é só no Lugar de Baixo que o nosso dinheiro está enterrado! Sr. João Sousa, quer o PSD? Quer votar neles? É livre de fazê-lo, mas não insulte a nossa a nossa inteligência. Ainda no DN, acabei de ler uma boa notícia ( Que bom receber uma boa notícia!). A Jornalista do Público, Ana Cristina Pereira, lançou o livro no Porto “Todas as Vozes” que, segundo me parece, lança críticas e interrogações sobre o papel dos media. Entre outras críticas referidas na notícia divulgada, afirma que as mulheres, sendo cerca de metade da população, aparecem apenas num quarto das notícias e na maior parte das vezes em papéis secundários. Parabéns a esta mulher madeirense, jornalista e escritora, por mais este trabalho para os leitores portugueses. Outra notícia de última hora: mudança nas chefias do Sesaram. Será que se começa a inverter o descalabro dos Serviços de Saúde na RAM? É urgente que assim aconteça. E porque é Natal, passo a transcrever parte de um texto que escrevi em 1994. “Onde está o Natal que o mundo procura, desde o tempo mais antigo e recôndito? Procuramos, trabalhamos e esperamos, não por palavras vazias e mensagens hipócritas, não por discursos enganosos e interesseiros, mas o Natal da Paz, da Amizade e da Fraternidade, entre todos os humanos de Boa Vontade. Há Povos inteiros à procura de direitos, há crianças em todo o mundo com míngua de pão e de amor. Há gente à espera de trabalho e de salário. Há fome e sede de pão e de justiça. Juntemos os braços e o pão, pois a hora que passa não pode ser descurada. Que se cumpra o Natal para todos nós, cidadãos do mundo, Amantes da Fraternidade e do Amor.”