A forma como a maioria do povo que faz parte do mundo ocidental, onde vivemos, exerce o direito de voto, símbolo relevante dos sistemas democráticos, leva-nos a considerar que apesar de haver esta matriz democrática na acção, não existe a eficácia esperada no resultado do processo. Aquilo que queremos expressar nesta reflexão, é que pelo facto de numas eleições termos duas ou mais soluções de governação de um partido, região ou pais, não nos garante que a escolha, mesmo em consciência, seja o melhor para o partido, região ou ... . Isto, porque devido a vários factores, a grande maioria segue uma lógica de escolha que pensamos estar totalmente ao contrário. Normalmente o eleitor deste mundo ocidental, admitimos e sabemos que existem sempre algumas excepções, escolhe primeiro de acordo com aquilo que entende ser o melhor para ele próprio, depois para o seu pequeno espaço, que pode ser geográfico ou político, a seguir a sua região e no fim da linha desde raciocínio, aparece a salvaguarda do Pais. Esta lógica tem que ser alterada, quando todos nós tivermos a maturidade cívica, ética e política, para avaliarmos o acto da escolha democrática, começando primeiro pelos interesses superiores do país e só depois,no fim da linha, considerarmos o nosso "interessozinho egoísta".Então ai, poderemos dizer que para além de estarmos a vivênciar um sistema de matriz democrática, estamos a fazer o exercício de uma democracia plena. Posto isto, dizer que as regras democráticas já as temos, precisamos tão somente de melhorarmos as nossas consciências e para isso, as lideranças políticas têm que ser o "fermento" deste processo, através da sua disponibilidade para primeiro servirem o bem comum, sem estarem condicionadas por grupos económicos, profissionais ou outros, para só depois pensarem nos outros interesses, nomeadamente o seu. Quando todos nós, ou pelo menos uma maioria esmagadora, for capaz de exercer o acto do voto dentro desta lógica, iremos constatar que no presente e futuro imediato pode parecer que estamos a ser desfavorecidos, mas rapidamente iremos verificar que o bem comum reverterá também em nosso favor. Às vezes é preciso aprender a dar um passo para trás, para tomarmos balanço para uma grande caminhada. Para estas eleições eu já fiz a minha escolha para a liderança do PPD/PSD, aqueles que votam neste processo eleitoral, façam a vossa escolha livre, como não poderia deixar de ser, mas pensem nestes princípios . Não deixem também de considerar, a vossa enorme responsabilidade quanto ao futuro da Região Autónoma da Madeira, pois seremos aproximadamente apenas sete mil eleitores, que vamos definir o futuro do PPD/PSD Madeira e como sabemos o futuro da Madeira em qualquer dos cenários expectáveis pós eleições regionais 2015. Não se esqueçam da vossa enorme responsabilidade neste processo. Como todos os caminhos, este também se faz com o primeiro passo... e depois, caminhando..... Abraço a todos os companheiros.
* GIL CAROTO MEDICO DENTISTA APOIANTE DA CANDIDATURA DE MANUEL ANTÓNIO
Gil Caroto