Agostinho Marques Imaginemos esta entrevista a um determinado candidato a presidente do PSD, ex-presidente de uma Câmara: Jornalista: Qual é a sua proposta para resolução da dívida da Madeira? MA: Eu fui contra o Alberto João, há dois anos! J: E para a Zona Franca? MA: Eu fui contra o Alberto João, há dois anos! E gostei do Autonomia XXI. J: Tem solução para o desporto regional? MA: Eu fui contra o Alberto João, há dois anos! J: Qual é a sua ideia para o Turismo na Região? MA: Eu fui contra o Alberto João, há dois anos! Pode-se fazer um festival de Jazz e um passeio com fatos quinhentistas para alimentar-me o ego. J: Para a Saúde o que acha que se deve fazer? MA: Eu fui contra o Alberto João, há dois anos! J: Acha que deve ser um novo Hospital? MA: Eu fui contra o Alberto João, há dois anos! Deve-se fazer! J: E onde vai buscar o dinheiro? MA: Eu fui contra o Alberto João! Tem que haver dinheiro! J: Mas como e onde vai buscar o dinheiro? MA: Tem que haver dinheiro e eu fui contra o Alberto João, há dois anos! Esta podia ser uma putativa entrevista, mas infelizmente é a realidade das entrevistas efectuadas ao Miguel Albuquerque. Um show, mas um show de vazio. Alguém pode querer alguém como presidente do Governo Regional quem nada diz e a única coisa, boa diz ele e a oposição, foi ter ido contra o Presidente que mais fez pela Madeira na sua história de seis séculos? Se é isto o que pretende para o futuro da Madeira, digo desde já: não, obrigado. O engraçado é que os madeirenses começam a aperceber-se e ele que há 1 ano tinha 49% dos votos, hoje já só tem 33% e daqui a 1 mês terá menos de 15%, isto é uma queda livre, em Física, um movimento uniformemente acelerado! E como terminaria o Miguel Albuquerque? E como devia terminar todos aqueles posts de “Porque apoia Miguel Albuquerque?” A resposta devia ser: “Porque ele foi contra o Alberto João.” A resposta seguinte devia ser, mas se não fosse Alberto João Jardim, ele não seria ninguém! Aquele que morde a mão de quem o alimentou, acha que não vai morder a mão daqueles que votam nele?