José Luís Nunes Sousa Poderia escrever um texto enorme sobre os motivos que me fizeram apoiar a candidatura do Dr.º Miguel de Sousa à liderança do PSD Madeira. Mas bastam poucas palavras para o justificar – Honestidade, frontalidade e espírito de iniciativa. Sou conhecido pela minha frontalidade, em diversos assuntos, algo que faz com que uns me apoiem e outros não, também com que outros gostem de mim e outros tantos, pelos mesmos motivos, me odeiem. Talvez por isso esteja agora a justificar o apoio que dou à candidatura do Dr.º Miguel de Sousa, o único candidato que sei tem um projeto sólido e válido para a Madeira, o único que, sendo simples e acessível na sua complexidade, sei também ter experiência e ser capaz de, com as suas ideias e projetos, iniciar um novo ciclo que garanta maiores oportunidades de desenvolvimento e de qualidade de vida para todos os madeirenses. Antes de decidir apoiar a candidatura do Dr.º Miguel de Sousa conversei com muitas pessoas, militantes e não militantes do PSD. Quando se é dirigente, ouve-se às vezes sem querer. Ouvi tantas coisas menos abonatórias, até que uma delas me bateu também à porta – o meu filho, de dezanove anos, teve que emigrar, por falta de oportunidades. Antes dele e depois, outros tantos já o fizeram, deixando as famílias, partindo ao desconhecido, indo trabalhar em áreas que nem eram as suas, só porque aqui não conseguiram uma única oportunidade, por não serem família ou de alguma forma aparentados de algum membro de certas famílias, cujos progenitores ocupam cargos no executivo regional. Os mesmos que, sob coação, forçam o apoio a determinados candidatos à liderança, esquecendo as funções para as quais foram indigitados. À parte essas questões, sentidas um pouco por quase todas as famílias madeirenses, dei por mim a pensar que a Madeira não precisa de pessoas que tiveram oportunidade de mostrar com dignidade os seus projetos, de desenvolver a Madeira, mas que a deixaram escapar, e apenas legando um rastro de destruição, quer a nível partidário, quer na própria sociedade madeirense, que deixou gradualmente de acreditar na política e nos políticos, quase sempre sem ideias, que depois de eleitos se agarram aos cargos, destruindo tudo e todos quantos lhes façam frente. Poderão contra argumentar que o Dr.º Miguel de Sousa fez parte desse grupo. Não discuto. Mas questiono – será que lhe deram oportunidade para mostrar os projetos que tinha? Será que o deixaram trabalhar de forma livre? Mais importante, será que foi divulgado o trabalho feito a nível regional, nacional e europeu desenvolvido pelo próprio? Não me parece. Não me parece mesmo, até porque dos políticos que conheço e com quem tive oportunidade de conviver, o Dr.º Miguel de Sousa foi o único que nunca deixou de me falar em qualquer circunstância. Mostrou assim o seu caráter – humildade, firmeza e convicção, nos bons e maus momentos e não a arrogância com que outros me brindaram. Mas esta não é uma justificação das virtudes do Dr.º Miguel de Sousa. Mas sim, o porquê do apoio que lhe dou e do apelo que faço a todos quantos sentem ou já se sentiram injustiçados por membros de um partido, maioritário, que tem vindo a perder pujança devido a atitudes pouco dignas de quem é suposto nos defender. Estou definitivamente triste com as verbas do erário público mal gastas e mal aplicadas em tantos casos, mas muito particularmente, na do Jornal da Madeira. Dinheiros que poderiam ser aplicados noutras áreas, nas sociais, por exemplo, ou na saúde. Isto apesar de concordar com a pluralidade da informação, que faz falta. Faço parte desse partido, acompanho-o há algum tempo e confesso que tenho saudade dos tempos em que os militantes de base eram ouvidos. Em que as suas ideias eram discutidas. Em que cada um podia livremente exprimir o que pensava. Tenho, sobretudo, saudades de pessoas que apresentavam propostas de desenvolvimento e projetos válidos para todos, e não somente para um grupo muito restrito de pessoas, muito iguais, sem ideias, incapazes de lutar e dizer que não. Presas a um sistema injusto, sem convicções. Foi com estes pensamentos que decidi apoiar o Dr.º Miguel de Sousa, dirão alguns que tem um projeto que parece ser mais do mesmo, mas que acredito fará diferença, toda a diferença. Isto por considerar que o Dr.º Miguel de Sousa apresenta-se sem rabos-de-palha ou telhados de vidro, com um projeto sólido, bem estruturado. Diz da sua verdade e não se põe em bicos de pés como outros candidatos, cuja experiência acumulada lhes permite, com artifícios, o fazer, para tentar convencer os mais incautos. A Madeira não precisa de maus atores, nem de farsantes, que depois de eleitos esquecem as promessas feitas e deixam tudo como está. Precisa sim de pessoas com iniciativa, pensantes, críticos, competentes em várias áreas, que embora sejam apelidados de jurássicos saibam, por experiência, o que fazer, como e quando o fazer, para trazer de volta todos quantos partiram, dando um novo folego ao desenvolvimento sustentável. Basta de andar a chafurdar na lama com problemas, quezílias, dívidas ocultas descobertas em algumas autarquias. Há que dizer basta a uma série de questõezinhas que em nada nos acrescentam ou dignificam. É tempo de termos um renovado PSD, virado para o futuro, aberto, verdadeiramente democrático, unido e, acima de tudo, consciente da realidade insular. É altura de acabar com a festa das vaidades e da arrogância, que esteve à vista de todos na última Festa do Chão da Lagoa. É chegada a hora de se optar por alguém que, na sua modéstia, consegue traçar objetivos claros e firmes para o futuro. Quero que entendam esta minha posição e gostaria que todos quantos me acompanham ou acompanham o PSD pensem no que aqui deixo escrito. Todas estas questões levam a uma única resposta, a uma solução – ao Dr.º Miguel de Sousa. Não tenho medo, nem receio de publicar este meu texto. Todos os meus companheiros e colegas também não deveriam ter medo de exprimir o que pensam, ou de fazer o que acham mais correto.
Eu não tenho medo. E tu?
O Presidente da Direção do bairro da Argentina