João Freitas Resposta a Andreia Gouveia sobre a Ajuda a Alimentar a Cães e o Sr. Lemos. Concordo com tudo o que escreveu. E acredite que apesar deste gesto ainda existem imensas pessoas que nunca sussurraram uma palavra de apreço por este trabalho, que engrandece todas as associações animais, sem distinção, como se o seu louvor as tornasse mais pequenas perante o que foi feito, mas que, no entanto, pela surdina, estão sempre prontas para dizer mal quando qualquer coisa corre menos bem - porque erros, todos nós, na nossa condição de seres humanos imperfeitos, cometemos uma vez por outra. O que engrandece as associações e os amigos dos animais é o trabalho, o muito ou pouco, realizado em prol da causa. Quanto a mim, agradeço sempre a qualquer mão que nos ajuda a ajudar os animais. Nós somos apenas a mão que serve de intermediário entre quem nos dá os meios e os destinatários dessa ajuda - os animais abandonados ou errantes, doentes, feridos, agredidos ou estropiados. Compreendo sempre quando algo, porventura corre mal, porque sei que todos lutamos duramente por uma causa difícil num campo de batalha onde impera a incompetência dos responsáveis políticos, as adversidades próprias do trabalho, e a falta de cultura e sensibilidade de quase todo um povo que, vista fato ou calças de ganga, em matéria de causa animal, ainda está a sair do obscurantismo medieval onde se encontra completamente soterrado. Para mim o sucesso dos outros não é o meu insucesso - é mais um passo dado no sentido de vencermos esta batalha! E não tenho pejo nenhum em elogiar publicamente atos louváveis praticados seja lá quando, onde, como e por quem for. Dito isto, direi ainda que tenho orgulho em pertencer à Ajuda Alimentar Cães por todas as razões que referiu, do mesmo modo que tenho orgulho em ser um humano quando alguém faz algo de positivo em prol dos animais de companhia e/ou de pessoas necessitadas, sobretudo, quando, apesar da bondade desinteressada dos atos, estes também ajudam a população a olhar para as associações com mais simpatia. Isto é benéfico para a nossa causa e para o nosso trabalho diário, e, assim sendo, salvamos a vida a mais uma ou duas mãos cheias de animais, facto esse que é, no fundo, a essência da razão de existirmos.