Muito se fala que deve emergir da escola! Se é na escola, devemos equacionar “Que Desporto iremos querer?”. Pode e deve ser incentivado e sensibilizado na escola.

Pode e deve ter as bases do conhecimento das regras, da tática e da técnica, na escola. E será o suficiente?

E o professor de Educação Física? E o sistema? Estão aptos a “aceitar” esta alteração?

A prática geral desportiva, da escola, não deve obrigar à especificidade e à especialização das modalidades, pois os professores de Educação Física podem não ter os conhecimentos específicos de todos os desportos… E não têm!

Estão habilitados a cumprirem com o programa escolar e não, obrigatoriamente, habilitados a fazer a especialização em todas as variantes. Por norma, cada professor teve uma formação numa área desportiva, existindo algumas onde estão mais a vontade do que outras.

Na escola estão os professores do quadro e os contratados e esta situação leva a que, com regularidade, os grupos não sejam os mesmos. Esta situação provoca alterações e adaptações no projeto do Desporto Escolar. A dinâmica e orgânica da instituição é “mexida”.

Aqui poderão entrar os clubes que são “procurados” pela especialização e não pela globalização. Em parceira ou em complemento, serão uma boa escolha. A alteração do sistema educativo escolar, nesta área e nas necessárias alterações, levaria ou levará, muitos anos a conseguir os resultados de outras “paragens”.

As modalidades nos clubes terão outra atenção. O conhecimento dos técnicos, mais habituados e habilitados a uma área em particular. Os recursos materiais que existem nas coletividades e, em muitos casos, não estão junto das escolas. Existe uma série de fatores que permite com maior naturalidade a figura de “parceiro”.

Felizmente, são conhecidos vários casos de sucesso de clube-escola, onde os técnicos são em maior percentagem fora dos quadros da escola e existe vários projetos com provas dadas de parcerias que levam a que os alunos tenham opções de escolha e tenham mais e maiores condições para desenvolverem uma atividades de forma mais consistente.

O que importa reter e que importa que aconteça é que persista a atividade desportiva pela sua importância no crescimento e desenvolvimentos dos jovens, seja através de um ou de outro processo.

Marcelo Gouveia