Em política não basta dizer o que se quer ser. É preciso sermos. É hilariante a tentativa de cada um dos candidatos à liderança do PSD-M em se auto afirmar como o campeão da RENOVAÇÃO. É ver slogans, frases soltas, discursos e cartazes eleitorais de cada candidato para sentir uma preocupação em evidenciar o seu compromisso com a renovação.

Esta é uma intenção que decorre da vontade do povo madeirense em substituir a sua actual ‘nomenklatura’ política. Óbvio. Não precisa explicações. A situação é tão dramática para tantas famílias que o pensamento imediato é o de ‘mudem esta gente depressa e comecem um novo ciclo”.

Cada um procura ser a escolha renovadora de uma nova governação que nos tire da crise e abra horizontes de esperança para as famílias da Madeira e Porto Santo. Novos postos de trabalho, menos impostos, juventude empreendedora e um custo de vida mais acessível aos com menos e baixos rendimentos.

Capaz disso não é certamente qualquer um que esteja no governo e seja co-responsável por toda esta vergonhosa falência financeira. Como não é também quem não tem competência e experiência, apenas andando a fazer horas de trabalho de casa para se desenrascar nos debates e entrevistas.

Isto é muito mais sério e exige muito mais capacidades para se ser líder.

Entre as muitas qualidades mínimas necessárias, ter um PROGRAMA é certamente uma delas.

Renovar é outra obrigatória. E quem havia de ver, ser eu, afinal, o que mais renovação faço na formação da minha equipa política. Experiência misturada com juventude numa média de idades de 49 anos. Gente conhecida e reconhecida na sociedade madeirense e porto-santense, mas apenas três fazendo parte da actual classe política vigente. Mesmo os mais experientes e bem sucedidos na progressão de carreiras e projectos diversos, fizeram-no sem a necessidade e o envolvimento partidário, governamental ou autárquico que ajudou a promoção da maioria dos membros das outras equipas.

Vejamos quem fez renovação!

Se considerarmos como fazendo parte do sistema os eleitos nos órgãos do PSD, os governantes, os deputados e os autarcas ou recentes ex-autarcas, temos que Miguel Albuquerque tem 19, Manuel António 21 e Cunha e Silva, o campeão, 23. Tudo isto num total de 31 membros em cada lista, excluindo os líderes.

Cada um apresenta um terço de mudanças. Renovação? Não é.

Miguel Albuquerque que, na campanha das eleições de 2012, até abominou o grupo parlamentar do PSD e disse dispensar todos os deputados, os mesmos de agora, tem seis desses deputados na sua equipa. Mudança, mas de opinião/decisão. Albuquerque disse, no debate de sexta-feira, que eram suas escolhas pessoais o que é falso. São exigências de Jaime Ramos e, também e muito em particular, de Jaime Filipe Ramos. Tranquada Gomes e Nivalda Gonçalves formam, com a família Ramos, a direcção do grupo parlamentar do PSD-M. A fila da frente. Vânia de Jesus, Bruno Macedo e Gualberto Fernandes são os restantes fiéis e indicados por Jaime Filipe Ramos. Fiéis não a Miguel Albuquerque como ele diz serem. Nada mais falso. Aos Ramos.

Miguel Albuquerque quis o apoio da família Ramos. Custou-lhe a cedência de mais de metade da lista para a Comissão Política e Secretariado. E o pai Ramos fazer a mais anedótica candidatura partidária, como manobra de diversão.

Todos sabem isto ser verdadeiro. Não vale a pena fingir outra coisa.

O Miguel Albuquerque de 2012 já não existe. Vale menos de metade. A outra parte, a maior, é Ramos. Pai e filho.

O destino da democracia na Madeira está condicionado e Albuquerque subjugou-se, não vá as catadupas de inscrições de militantes, por Manuel António e Cunha e Silva, fazerem mossa irreparável.

E assim se vai fazendo a SUCESSÃO. Renovação? A minha e a do Sérgio.

Programa? O meu que é único. Competência e experiência? A escolha está à vista.

Miguel de Sousa