M. V. Tenho um filho no ensino básico numa turma onde as profissões dos pais são, como é óbvio, variadas. Acontece que as oportunidades de experiências e aprendizagem, destes alunos, também varia consoante as profissões dos respectivos progenitores. Exemplificando: as crianças escolhidas para representarem a escola no desporto escolar, Musicaeb. São essencialmente filhos de professores, assim como nas actividades de Natal são sempre os eleitos para revelarem tudo aquilo que têm de melhor.
É justa esta discriminação? Não são todos filhos de pais que também querem ver realçado tudo o que de bom têm os filhos? Serão, somente os filhos dos senhores professores que reúnem todas as qualidades necessárias para estas referidas actividades? É importante uma reflexão acerca da cumplicidade e corporativismo da classe docente fazendo-os ver que existem como profissionais porque os anónimos, profissionalmente, têm filhos que lhes dão garantias de subsistência. Uma Mãe magoada.