Juvenal Pereira Anda a nossa terra em alvoroço, desde que soube o povo, de que os dois maiores partidos da oposição se iam unir numa coligação, afim de na próxima eleição afastar do Poder o PSD e, consequentemente, o Dr. Alberto João.
Em discussão está – como não podia deixar de estar – quem a presidente se vai candidatar.
Quanto a isso, porém, mais à frente a nossa sugestão vamos dar. Por agora convém recordar – especialmente para os mais novos se informar – de que o PODER na Região nunca mudou de mão porque sempre estiveram desinteressados certos senhores da oposição. Sempre que as portas da mudança se abriam ou se entreabriam, os que podiam mudar, fugiam. Uns, presumivelmente, porque os chamados “Fundos Perdidos” eram mais atrativos, outros, provavelmente, porque chegaram à conclusão, de que se estivessem à volta do “gamelão” teriam o mesmo quinhão sem a maçada da governação.
E, assim, esteve e continua, todos estes anos no PODER o Sr. Dr. Alberto João…sem querermos, todavia, tirar-lhe o mérito dos seus primeiros 20ou 25 anos de ação. Agora, ao contrário de outrora, gente parece haver louquinha para atingir o Poder.
Só que, do outro lado, alguém, finalmente, mais sensato, entende que os nossos políticos sempre e só foram “treinados” para…deputados!
O que é normal, também no futebol, por exemplo, é igual. Há equipas que só jogam para a SUA manutenção no principal escalão… exatamente como certos ilustres políticos cá na Região.
Relativamente ao famigerado assunto do candidato ao Poder, não é problema que não se possa resolver.
A nossa sugestão vai nesta direção. Os líderes dos dois principais partidos faziam um pacto de amigos, e tomavam a decisão de que ambos governavam a Região.
Um pegava às 10,largava ao meio-dia (hora de almoçar) o outro pegava às 14 e largava por volta da hora de lanchar. O resto da tarde, feriados e dias Santos, o governo fechava para balanço.
É fácil de fazer e o povo nem chegava a se aperceber.
Ultimamente, o nosso presidente ( a bem dizer) está mais lá fora do que cá dentro, e, cá para nós, com toda a franqueza, ninguém dá pela diferença.
A Madeira já está como os aviões a jato… navega com o “piloto automático”!
Agora os novos presidentes têm de ser fiéis às nossas gentes.
Nas inaugurações manterem as velhas tradições.
Na inauguração da Praça do Povo, junto à `Avenida do Mar, acreditem que até me deu para chorar.
Um rapazinho de viola em punho estava a cantar:
“Oh tempo volta para trás/traz-me tudo o que eu perdi/ Tem pena, dá-me as espetadas/ e o vinho seco que bebi.”
O rapaz ainda continuou a cantar, mas já não pude escutar. Inaugurações sem “regabofe”, desculpem, mas não podem continuar.