Jorge Martins Comprender-se-à a curiosidade, prosaica dir-se-à, ainda que natural, ácerca das ideias(?) dos putativos candidatos a sucessor de Alberto João Jardim, o que, queiramos ou não, é a realidade factual, mobiliza, hoje por hoje, todo o “bilhardismo” regional, das repartições aos serviços, dos snack.bares aos restaurantes e a casa de cada um.

Afinal o que é que eles, cada um deles, pensa do que foi feito na Região, desde que por outorga da Assembleia da Constituinte, lhe foi “entregue” a cartilha Autonómica.

Qual deles questiona o modelo de “desenvolvimento” adoptado? Qual deles faria de modo diferente já que se saiba, nenhum deles nos importantes postos que ocuparam o pôs em causa? Mas o que é passado lá vai, ainda que definidor da vontade e carácter de quem o não assume, e, or tal, importante é ouvi-los sobre o futuro .

E já os ouviram?

Quais as suas, deles, prioridades em termos de políticas sectoriais?

Será que entendem o Turismo como actividade vital para a Região? E então nada dizem àcerca desta “despromoção” da qualidade dos turistas que nos procuram?

Será que pretendem manter com os agentes turísticos, essa atitude de desleixo, de ignorante negligência do património turístico Regional, que se vem acentuando, com a impreparação, para não utilizar outro termo mais adequado, dos responsáveis, actuais, pela política de turismo regional?

Será que entendem a Educação como um pólo fundamental de qualificação das pessoas, investindo necessáriamente, numa política eficaz de literacia, desde a idade pré- escolar ao ensino universitário, onde os grandes pilares, por necessidade absoluta da Região e prestígio internacional, uma Escola de Hotelaria exemplar ao nível das melhores a nível Mundial,e uma Faculdade de referêncial, de Biologia Marinha, às quais, se associariam, com nível equivalente, uma outra de Engenharia Florestal e de Enologia?

E em relação à Saúde? Perante a actual “crise”, o que pensam sobre o que foi feito? O que é que pensam alterar? Ou será que todos assumem que este é o melhor sistema de Saúde do País, como a propaganda oficial, ainda pretende fazer crer? Por fim, o que entendem por Autonomia? Como pensam recuperá-la?