Joana Maria Não são muitas as vezes em que me empenho numa candidatura. Esta é uma excepção, pois a situação é urgente e o candidato, importante. Quem está a escrever deste lado é uma jovem licenciada, nos seus formosos vinte e poucos anos e com uma escassa vontade de regressar aos seus primórdios. A Madeira está num desgoverno, e esta Ilha que é linda, precisa de quem a governe, com sentido, com sensibilidade e com muito bom senso.
Nos dias que correm, a juventude tem outras fronteiras, outros objectivos, outros sonhos e outras ambições e é premente que exista alguém que aceite o desafio de tornar possível um futuro íntegro e honroso aos jovens madeirenses. A diáspora
que assistimos acontecer na Madeira é lastimável e, simultaneamente, assustadora. A reforma de mentalidades torna-se imperiosa e estou convicta que o Dr. Miguel Albuquerque está mais do que apto a realizar este laborioso e complicado desafio.
Este ciclo vicioso carece de ser interrompido. É imprescindível resolver um conjunto de problemas estruturais que se instalaram, e poder comemorar uma confiança no futuro que a Madeira não tem, assim como, fomentar a cultura, a ciência e a educação e repor o valor fundamental que é o valor da dignidade da pessoa humana, que é isso que justifica e dá consolidez a uma sociedade. E, olhar para o futuro, passa por tomar, hoje, as decisões que são necessárias tomar, tendo em conta que elas não podem comprometer o futuro e devem fazer sentido em função do futuro que se deseja construir.
A crise económico-financeira e intelectual que se abateu sobre a Madeira confirma, uma vez mais, a ditadura política que se pratica com sérios riscos para a democracia. O Dr. Miguel Albuquerque, ao longo da sua vida, deu provas de grande combatividade e de uma extraordinária força interior, nunca recusando os desafios sempre que o PSD dele precisou, preferindo correr riscos pessoais do que seguir a cartilha do calculismo político dos que se retiram estrategicamente à espera de eventos favoráveis.
A certeza absoluta eu não a tenho porque, como diria Eric Hoffer “Só podemos ter a certeza absoluta das coisas que não compreendemos”, mas tenho, sim, a maior convicção e segurança, de que o Dr. Miguel Albuquerque irá emergir uma política patenteada de um colossal desenvolvimento económico, bem como, do reforço da coesão social e da sua modernização, aliado ao rigor da gestão, proporcionando, assim, uma política há muito idealizada.