Há um ano atrás na manchete deste plural matutino (que até me permite estas catarses), o líder do PS-M apresentava-se como o candidato a líder dos destinos da Região para 2015, cavalgando o desmedido entusiasmo, que as recentes eleições autárquicas de então (2013), lhe haviam proporcionado nas várias câmaras que guinaram ao PS. E de modo particular a Câmara do Funchal, que se havia de tornar numa colónia socialista, que, com mais meia dúzia de contentes cracas sodomizadas e embrutecidas, - então transformadas em simples adornos de pechisbeque barato do colar da coligação - com aquele rasgado prazer incontido de ter despejado o diabólico PSD. E assim com aquele fascínio anafado, lá permanecem na carruagem inerte, sem exercitarem no diagnóstico de sequer pensar (já que não ouvem, falam ou vêem), se a cidade está melhor.

É lamentável que muitos dos actuais dirigentes dos partidos da dita oposição – alguns em risco de desaparecerem e assim higienizar a vida política – apenas vejam a espuma próxima da simples soma de forças, em vez de reclamarem uma efectiva qualidade das propostas e acções concretas; com visão além do horizonte, do que apenas o somatório d’umbigo interesseiro. Tiveram no Funchal todo um ano, para provarem o que valiam. Somam e coleccionam fiascos. Afinal, para escorraçar o PSD acoberta-se qualquer “avatar” como fiel capataz de interesses intestinos, por mais incompetência e sectarismo que exiba?

Alguns partidos mantêm (e bem) – quer se goste ou não do estilo - a “luta” e o ruído noutros concelhos, reclamando e reivindicando direitos a outras câmaras (onde não estão comprometidos); reclamam do governo regional; reclamam do poder central. Só que estas atitudes redundam em profundo descrédito, pois parece que há “filhos dum Deus menor”, conforme a geografia política do concelho com que estão comprometidos. Pois, alguns dos partidos que se reclamam paladinos do combate ao “regime”, são os mesmos que pactuam com a fornada seborreica da “mudança” que conspurca o Funchal.

É por isso que esta coligação é uma fachada fissurada, desquitada já de muitos funchalenses defraudados, que se sentem usados, ao serviço duma alheia agenda política.

E os mesmos algozes, de forma voluntarista, por debaixo de cada calhau revolvido pelas marés d’engano, prestam-se a acenar com mais “mudança”... que é como quem diz: atirem-na logo à ventoinha!

Donato Macedo