Há sempre um monte de gente a “sacrificar-se” à causa pública para ganhar uma miséria, no dizer deles Não fico minimamente melindrado nem com inveja quando os políticos desta terra nos acenam com direitos e regalias para justificar acumulação de salários e reformas. Custa ver, isso sim, serem exceções num país onde quase tudo foi revogado, menos, claro, essa acumulação. Onde há sobretaxas e taxas moderadoras, onde os reformados (normais) pagam impostos e onde o IVA vale quase um quarto do valor do produto. E custa saber que na terra onde esses hipócritas acumulam, há muito boa gente que paga a medicação no hospital e leva papel higiénico para não sair de lá com o rabo sujo. Nem vale a pena referir que estes políticos da treta, todos eles a precisar do tal papel para as mãos de tanto mexerem na “caca”, se encontram todos bem de vida e a fazê-la à grande. Falam de milhões como se algum do Zé entendesse o que é isso fora do euromilhões, gastam impunemente, escondem contas e faturas, são absolvidos de tudo e mais alguma coisa, provam que a justiça é realmente cega, não vê nada no caso deles. E se os tostões gastos no Lugar de Baixo não deram nem demissão nem responsabilização, é de crer que as praias para inertes e os portos de cruzeiro inseguros também irão merecer o mesmo tratamento. Por algumas razões que só a própria Razão conhece, se esconderam dívidas e devedores, prejudicando milhares de madeirenses. O poder é mesmo atrativo, senão não haveria tanta luta para o atingir. Seja por que razão for, há sempre um monte de gente a “sacrificar-se” à causa pública para ganhar uma miséria, no dizer deles. Todos perdem com a carreira política, é impressionante a choradeira dos caça votos. Mesmo na reforma, atiram-se ao osso que nem cães raivosos, insultando adversários e colegas de partido. Jardim diz que é cuspir no prato onde comeu, ele lá sabe os pratos que tinha e distribuiu, agora chama tachos. A maior autonomia que Sócrates e Coelho não o deixaram ter, deixou-lhe uma espinha na garganta. A pouca vergonha que a Assembleia da República fez ao nem sequer aceitar discutir a proposta de revisão constitucional, só prova os créditos que Jardim e Cia. têm naquele lado. O que Passos Coelho está a fazer nos Açores, a dar quase tudo de mão beijada ao governo daquela região e aos açorianos, só prova que deveríamos ter corrido com Jardim há mais de cinco anos. Não teria feito o que fez, nem estaria a queimar cartuchos que um futuro presidente do governo regional poderia usar. Temos o que a maioria merece, a vida bem mais difícil e um futuro incerto. Nem teríamos os escribas do regime a branquear a má governação que nos leva ao rabo da lancha. É impressionante como a carapuça que se publica no JM encaixa perfeitamente naqueles que ditam leis há 40 anos na Madeira. Parece que fizeram tudo bem nos sete concelhos onde agora tudo corre mal. E lá estão eles, a soldo da máquina que os levou ao colo durante todo este tempo, a envenenar o povo que lhes paga, mesmo sem querer, todas as letras que escrevem. Os pingos de verdade que a dignidade lhes poderia conceder não são derramados no meio da verborreia mental, fanatismo e servilismo que norteiam as opiniões. Será que é por não saberem até quando continua o tacho e há que proteger aqueles que conseguiram lugares irretiráveis, os filhos, primos e, talvez, amigos? Sinceramente, não acredito que seja por convicção. É muito pouco inteligente, até da parte de quem escreve. A gratidão justifica melhor a cegueira em relação à mentira e à prepotência. Paulo Gomes

Há sempre um monte de gente a “sacrificar-se” à causa pública para ganhar uma miséria, no dizer deles

Não fico minimamente melindrado nem com inveja quando os políticos desta terra nos acenam com direitos e regalias para justificar acumulação de salários e reformas. Custa ver, isso sim, serem exceções num país onde quase tudo foi revogado, menos, claro, essa acumulação. Onde há sobretaxas e taxas moderadoras, onde os reformados (normais) pagam impostos e onde o IVA vale quase um quarto do valor do produto. E custa saber que na terra onde esses hipócritas acumulam, há muito boa gente que paga a medicação no hospital e leva papel higiénico para não sair de lá com o rabo sujo. Nem vale a pena referir que estes políticos da treta, todos eles a precisar do tal papel para as mãos de tanto mexerem na “caca”, se encontram todos bem de vida e a fazê-la à grande. Falam de milhões como se algum do Zé entendesse o que é isso fora do euromilhões, gastam impunemente, escondem contas e faturas, são absolvidos de tudo e mais alguma coisa, provam que a justiça é realmente cega, não vê nada no caso deles. E se os tostões gastos no Lugar de Baixo não deram nem demissão nem responsabilização, é de crer que as praias para inertes e os portos de cruzeiro inseguros também irão merecer o mesmo tratamento. Por algumas razões que só a própria Razão conhece, se esconderam dívidas e devedores, prejudicando milhares de madeirenses.

O poder é mesmo atrativo, senão não haveria tanta luta para o atingir. Seja por que razão for, há sempre um monte de gente a “sacrificar-se” à causa pública para ganhar uma miséria, no dizer deles. Todos perdem com a carreira política, é impressionante a choradeira dos caça votos. Mesmo na reforma, atiram-se ao osso que nem cães raivosos, insultando adversários e colegas de partido. Jardim diz que é cuspir no prato onde comeu, ele lá sabe os pratos que tinha e distribuiu, agora chama tachos. A maior autonomia que Sócrates e Coelho não o deixaram ter, deixou-lhe uma espinha na garganta. A pouca vergonha que a Assembleia da República fez ao nem sequer aceitar discutir a proposta de revisão constitucional, só prova os créditos que Jardim e Cia. têm naquele lado. O que Passos Coelho está a fazer nos Açores, a dar quase tudo de mão beijada ao governo daquela região e aos açorianos, só prova que deveríamos ter corrido com Jardim há mais de cinco anos. Não teria feito o que fez, nem estaria a queimar cartuchos que um futuro presidente do governo regional poderia usar. Temos o que a maioria merece, a vida bem mais difícil e um futuro incerto.

Nem teríamos os escribas do regime a branquear a má governação que nos leva ao rabo da lancha. É impressionante como a carapuça que se publica no JM encaixa perfeitamente naqueles que ditam leis há 40 anos na Madeira. Parece que fizeram tudo bem nos sete concelhos onde agora tudo corre mal. E lá estão eles, a soldo da máquina que os levou ao colo durante todo este tempo, a envenenar o povo que lhes paga, mesmo sem querer, todas as letras que escrevem. Os pingos de verdade que a dignidade lhes poderia conceder não são derramados no meio da verborreia mental, fanatismo e servilismo que norteiam as opiniões. Será que é por não saberem até quando continua o tacho e há que proteger aqueles que conseguiram lugares irretiráveis, os filhos, primos e, talvez, amigos? Sinceramente, não acredito que seja por convicção. É muito pouco inteligente, até da parte de quem escreve. A gratidão justifica melhor a cegueira em relação à mentira e à prepotência.

Paulo Gomes