Ao longo deste período que antecede a eleição do novo líder do PSD-Madeira, tudo temos feito para que os militantes fiquem esclarecidos e para que se preserve o património político do partido.

Enquanto outros candidatos querem vencer derrotando o PSD-M, a nossa vitória significará, também, uma vitória do partido e da Madeira. Temos privilegiado o contacto direto com as pessoas, nomeadamente, nas sedes, onde, neste período mais recente, já contactámos com, aproximadamente, dois mil militantes, explicando propostas e ouvindo todos.

Há cerca de dois meses, quando começámos, um candidato afirmou, publicamente, que não iria às sedes, antes, «privilegiando espaços comerciais para dinamizar a economia local». Agora, vai às sedes e esquece-se da “economia local”.

Temos posto em cima da mesa propostas concretas que hoje são seguidas por outros candidatos.

Ao nível do turismo são públicas as nossas intenções de, em quatro anos, duplicar o orçamento destinado à promoção e, também, de reforçar o peso do sector na futura estrutura de governo. Curiosamente, este fim-de-semana, numa entrevista à RDP, o candidato Miguel Albuquerque afirmava que deveria ser outro o peso político do Turismo, «quer em termos de orçamento regional, quer em termos de tutela política, correspondente à sua importância na economia e no emprego».

Exatamente o mesmo que tínhamos dito, mas de uma forma superficial, sem medidas e ações concretas.

Propusemos, e vamos cumprir, uma expressiva redução do número de deputados à Assembleia Legislativa da Madeira, uma diminuição do inaceitável “jackpot”, de acordo com o que já tínhamos defendido em Congresso, em 2012.

Ao nível interno do partido estamos motivados em tornar o partido um reflexo da sociedade civil e, para isso, queremos assegurar que os militantes e as estruturas locais sejam ouvidos nas tomadas de decisão. Queremos criar as concelhias e vamos ter, na Comissão Política Regional, pelo menos, um vogal oriundo de cada um dos concelhos da Madeira, assegurando que todos estarão nela representados, acabando-se com a figura do coordenador externo ao concelho.

Há três grandes prioridades que nortearão as nossas políticas: área social, o emprego e a redução da carga fiscal que impende sobre os madeirenses. A partir de 2016, vamos usar a faculdade de poder atuar sobre as taxas de impostos, a começar pela redução da taxa do IRS pago pelos madeirenses, mas também, logo que possível, redução do IVA, IRC e outros impostos.

Acreditamos que os militantes estão atentos e começam a perceber quem, de facto, apresenta propostas concretas, exequíveis e adequadas à nossa realidade.

Seguimos este caminho que advém da proximidade à generalidade dos madeirenses, do conhecimento da realidade da vida concreta das pessoas e de toda a nossa terra, desde os meios urbanos até aos sítios mais recônditos do meio rural. Porque valorizamos e respeitamos todos, recusamos elitismos disfarçados por conveniências eleitorais e porque sempre procurámos e acolhemos o cidadão comum, por gosto e opção e não, só agora, por interesse. [email protected]

Manuel António Correia